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		<title>Eduardo Stefani</title>
		<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php</link>
		<description></description>
		<language>pt-BR</language>
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		<ttl>60</ttl>
				<item>
			<title>Abordagem Constrangedora</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/12/09/abordagem-constrangedora</link>
			<pubDate>Thu, 10 Dec 2009 00:55:21 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Diplomacia</category>			<guid isPermaLink="false">49@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;No mundo sempre existiu a figura imperial, cada uma em sua &amp;#233;poca, exercendo o poder com as ferramentas que tinham em m&amp;#227;os. Hoje n&amp;#227;o &amp;#233; diferente, pois tamb&amp;#233;m temos o nosso imp&amp;#233;rio contempor&amp;#226;neo, agindo com os recursos dispon&amp;#237;veis e exercendo sua influ&amp;#234;ncia sob diversas formas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A grande quest&amp;#227;o que ainda n&amp;#227;o foi esclarecida &amp;#233; a abordagem com todos os outros pa&amp;#237;ses, alguns ainda ricos e poderosos, mas sem uma influ&amp;#234;ncia global. Certamente a abordagem deve ser diferente daquelas que ocorreram no passado, a qual era movida sobre a for&amp;#231;a da espada e da expans&amp;#227;o territorial, onde a bandeira era fincada em cada peda&amp;#231;o de terra ocupado e seu povo escravizado ou anulado de sua pr&amp;#243;pria hist&amp;#243;ria.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Devemos observar que as ferramentas dispon&amp;#237;veis hoje s&amp;#227;o diversas. Um pa&amp;#237;s &amp;#233; capaz de expandir seu dom&amp;#237;nio e influ&amp;#234;nciar culturas sem dar um &amp;#250;nico tiro, ou fazendo uma analogia com o passado, sem tocar na espada. Hoje o mercado &amp;#233; globalizado e a informa&amp;#231;&amp;#227;o flui rapidamente, as articula&amp;#231;&amp;#245;es dentro de uma sala de reuni&amp;#227;o podem influenciar o mundo todo em poucos minutos. Um pronunciamento pode levar um pa&amp;#237;s ao desespero ou tir&amp;#225;-lo do abismo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo isso &amp;#233; para demonstrar o momento constrangedor em que vivemos, pois com todos os recursos existentes temos um dominante que dispara tiros para sua ser ouvida. N&amp;#227;o conseguiu atingir a eleg&amp;#226;ncia de convencer seus parceiros no di&amp;#225;logo, no fascinio financeiro e influ&amp;#234;ncia cultural.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando observamos o passado recente, conclu&amp;#237;mos que o mundo sempre esteve aos p&amp;#233;s da atual figura imperial, dependendo dela economicamente e culturalmente. Em sua sa&amp;#250;de, todos v&amp;#227;o bem, se as coisas n&amp;#227;o est&amp;#227;o bem l&amp;#225;, apertem os cintos aqui. A conclus&amp;#227;o &amp;#233; que o mundo sempre esteve pr&amp;#233;-disposto a ceder diante de sua press&amp;#227;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O que vemos hoje &amp;#233; uma irrita&amp;#231;&amp;#227;o com sua abordagem. Salvo os rebeldes cl&amp;#225;ssicos, seus aliados na verdade se submetem ao perceberem que est&amp;#227;o sem sa&amp;#237;da, mas todos eles, quase sem exce&amp;#231;&amp;#227;o, formulam planos para reduzir tal depend&amp;#234;ncia. Sua abordagem arrogante e agressiva n&amp;#227;o &amp;#233; compat&amp;#237;vel com os recursos sutis que existem hoje para exercer a domina&amp;#231;&amp;#227;o, deste modo no lugar de expandir sua influ&amp;#234;ncia sob a admira&amp;#231;&amp;#227;o de seus parceiros e colonias, vemos um constrangimento generalizado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Analisando a hist&amp;#243;ria recente, observamos tamb&amp;#233;m a necessidade constante de um oponente para manter seu povo apreensivo e obter dinheiro f&amp;#225;cil para investimentos na &amp;#225;rea militar. No passado, realmente havia um oponente, com um territ&amp;#243;rio determinado e uma pol&amp;#237;tica clara sobre como o mundo deveria ser regido. Hoje, pelo contr&amp;#225;rio, n&amp;#227;o h&amp;#225; um inimigo claro, mas tamb&amp;#233;m n&amp;#227;o sabemos se h&amp;#225; realmente um inimigo, pois pode ser uma ilus&amp;#227;o que estamos vivendo diante da agressividade cometida contra todos, pois o alvo n&amp;#227;o &amp;#233; o mundo, mas uma figura imperial.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por isso, se desejamos paz, n&amp;#227;o podemos abra&amp;#231;ar a primeira causa contra um inimigo que n&amp;#227;o conhecemos, jogar o mundo contra algo que n&amp;#227;o &amp;#233; claro, sem fronteiras delimitadas e normalmente  gerado pela viol&amp;#234;ncia e explora&amp;#231;&amp;#227;o constante nos lugares onde surgiram.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;Talvez a na&amp;#231;&amp;#227;o dominante ideal seja aquela que reconhece que &amp;#233; um imp&amp;#233;rio e n&amp;#227;o se comporta como uma na&amp;#231;&amp;#227;o em crescimento. Aquele que j&amp;#225; possui o dom&amp;#237;nio n&amp;#227;o precisa gritar para preservar o seu papel, basta usar as ferramentas e trabalhar de forma discreta com os outros. Infelizmente temos exatamente o oposto, pois parece mais uma na&amp;#231;&amp;#227;o rec&amp;#233;m liberta das garras de seus colonizadores e gritam por liberdade como se descobrissem o significado desta palavra recentemente. As vezes penso que se esqueceram que possuem bases militares espalhadas pelo mundo e uma cultura que influencia todas elas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O momento agora &amp;#233; de tor&amp;#231;er para a&amp;#231;&amp;#245;es radicais n&amp;#227;o serem tomadas. Se forem, que o mundo n&amp;#227;o seja arrastado como c&amp;#250;mplice. N&amp;#227;o podemos pagar o pre&amp;#231;o de uma briga particular, pois cada um tem suas dificuldades e problemas internos. Em nosso pa&amp;#237;s crescer &amp;#233; mais importante do que o ouro negro do Oriente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211; 10/03/2005&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/12/09/abordagem-constrangedora&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No mundo sempre existiu a figura imperial, cada uma em sua &#233;poca, exercendo o poder com as ferramentas que tinham em m&#227;os. Hoje n&#227;o &#233; diferente, pois tamb&#233;m temos o nosso imp&#233;rio contempor&#226;neo, agindo com os recursos dispon&#237;veis e exercendo sua influ&#234;ncia sob diversas formas.</p>

<p>A grande quest&#227;o que ainda n&#227;o foi esclarecida &#233; a abordagem com todos os outros pa&#237;ses, alguns ainda ricos e poderosos, mas sem uma influ&#234;ncia global. Certamente a abordagem deve ser diferente daquelas que ocorreram no passado, a qual era movida sobre a for&#231;a da espada e da expans&#227;o territorial, onde a bandeira era fincada em cada peda&#231;o de terra ocupado e seu povo escravizado ou anulado de sua pr&#243;pria hist&#243;ria.</p>

<p>Devemos observar que as ferramentas dispon&#237;veis hoje s&#227;o diversas. Um pa&#237;s &#233; capaz de expandir seu dom&#237;nio e influ&#234;nciar culturas sem dar um &#250;nico tiro, ou fazendo uma analogia com o passado, sem tocar na espada. Hoje o mercado &#233; globalizado e a informa&#231;&#227;o flui rapidamente, as articula&#231;&#245;es dentro de uma sala de reuni&#227;o podem influenciar o mundo todo em poucos minutos. Um pronunciamento pode levar um pa&#237;s ao desespero ou tir&#225;-lo do abismo.</p>

<p>Tudo isso &#233; para demonstrar o momento constrangedor em que vivemos, pois com todos os recursos existentes temos um dominante que dispara tiros para sua ser ouvida. N&#227;o conseguiu atingir a eleg&#226;ncia de convencer seus parceiros no di&#225;logo, no fascinio financeiro e influ&#234;ncia cultural.</p>

<p>Quando observamos o passado recente, conclu&#237;mos que o mundo sempre esteve aos p&#233;s da atual figura imperial, dependendo dela economicamente e culturalmente. Em sua sa&#250;de, todos v&#227;o bem, se as coisas n&#227;o est&#227;o bem l&#225;, apertem os cintos aqui. A conclus&#227;o &#233; que o mundo sempre esteve pr&#233;-disposto a ceder diante de sua press&#227;o.</p>

<p>O que vemos hoje &#233; uma irrita&#231;&#227;o com sua abordagem. Salvo os rebeldes cl&#225;ssicos, seus aliados na verdade se submetem ao perceberem que est&#227;o sem sa&#237;da, mas todos eles, quase sem exce&#231;&#227;o, formulam planos para reduzir tal depend&#234;ncia. Sua abordagem arrogante e agressiva n&#227;o &#233; compat&#237;vel com os recursos sutis que existem hoje para exercer a domina&#231;&#227;o, deste modo no lugar de expandir sua influ&#234;ncia sob a admira&#231;&#227;o de seus parceiros e colonias, vemos um constrangimento generalizado.</p>

<p>Analisando a hist&#243;ria recente, observamos tamb&#233;m a necessidade constante de um oponente para manter seu povo apreensivo e obter dinheiro f&#225;cil para investimentos na &#225;rea militar. No passado, realmente havia um oponente, com um territ&#243;rio determinado e uma pol&#237;tica clara sobre como o mundo deveria ser regido. Hoje, pelo contr&#225;rio, n&#227;o h&#225; um inimigo claro, mas tamb&#233;m n&#227;o sabemos se h&#225; realmente um inimigo, pois pode ser uma ilus&#227;o que estamos vivendo diante da agressividade cometida contra todos, pois o alvo n&#227;o &#233; o mundo, mas uma figura imperial.</p>

<p>Por isso, se desejamos paz, n&#227;o podemos abra&#231;ar a primeira causa contra um inimigo que n&#227;o conhecemos, jogar o mundo contra algo que n&#227;o &#233; claro, sem fronteiras delimitadas e normalmente  gerado pela viol&#234;ncia e explora&#231;&#227;o constante nos lugares onde surgiram.</p>


<p>Talvez a na&#231;&#227;o dominante ideal seja aquela que reconhece que &#233; um imp&#233;rio e n&#227;o se comporta como uma na&#231;&#227;o em crescimento. Aquele que j&#225; possui o dom&#237;nio n&#227;o precisa gritar para preservar o seu papel, basta usar as ferramentas e trabalhar de forma discreta com os outros. Infelizmente temos exatamente o oposto, pois parece mais uma na&#231;&#227;o rec&#233;m liberta das garras de seus colonizadores e gritam por liberdade como se descobrissem o significado desta palavra recentemente. As vezes penso que se esqueceram que possuem bases militares espalhadas pelo mundo e uma cultura que influencia todas elas.</p>

<p>O momento agora &#233; de tor&#231;er para a&#231;&#245;es radicais n&#227;o serem tomadas. Se forem, que o mundo n&#227;o seja arrastado como c&#250;mplice. N&#227;o podemos pagar o pre&#231;o de uma briga particular, pois cada um tem suas dificuldades e problemas internos. Em nosso pa&#237;s crescer &#233; mais importante do que o ouro negro do Oriente.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211; 10/03/2005</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/12/09/abordagem-constrangedora">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Constela&#231;&#227;o</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/11/21/constelacao</link>
			<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 12:14:07 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">47@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Em uma bela festa na noite do inverno carioca, entre os gar&amp;#231;ons servindo champagne e o tilintar agrad&amp;#225;vel das ta&amp;#231;as, fico sozinho por alguns momentos e resolvo caminhar at&amp;#233; a varanda. No caminho, passo por algumas senhoras com brilhantes colares e mostravam fotos umas &amp;#224;s outras, das viagens pelo mundo. Do outro lado, senhores engravatados concentrados num belo computador port&amp;#225;til e certamente trabalham com tecnologia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando chego na varanda, fico ali parado com a minha ta&amp;#231;a, entre um gole e outro, sentindo ar fresco sobre o meu rosto. Sem muito esfor&amp;#231;o, observo no horizonte uma constela&amp;#231;&amp;#227;o, muito brilhante por sinal, com luzes desorganizadas e pequenas varia&amp;#231;&amp;#245;es de cores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A diferen&amp;#231;a &amp;#233; que h&amp;#225; vida naquela constela&amp;#231;&amp;#227;o, vida inteligente, de pessoas que nascem, vivem e morrem. As vezes morrem, mesmo sem esperar, de forma r&amp;#225;pida e indolor. Elas n&amp;#227;o conhecem a causa daquela situa&amp;#231;&amp;#227;o, somente vivem, com pequenas expectativas e n&amp;#227;o temem a morte, mas sim a vida, pois para elas, &amp;#233; amarga e cheia de perigo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os seres que vivem nessa constela&amp;#231;&amp;#227;o possuem experi&amp;#234;ncias que s&amp;#227;o dif&amp;#237;ceis de explicar. S&amp;#227;o situa&amp;#231;&amp;#245;es curiosas e contrangedoras, como a leitura dos olhos. Essas pessoas leem os olhos dos outros e veem neles o preconceito silencioso, a pupila que dilata e conta toda a verdade que &amp;#233; sistematicamente negada ou mesmo esquecida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O interessante &amp;#233; que na constela&amp;#231;&amp;#227;o, festas tamb&amp;#233;m est&amp;#227;o acontecendo, por&amp;#233;m l&amp;#225;, h&amp;#225; o risco de serem interrompidas a qualquer momento, por cidad&amp;#227;os que representam a lei ou por aqueles que desrespeitam a lei. Muitas vezes acabam com uma chuva de estrelas cadentes.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No passado havia o medo de uma invas&amp;#227;o alien&amp;#237;gena, por&amp;#233;m hoje, h&amp;#225; o receio que seres da constela&amp;#231;&amp;#227;o invadam o nosso mundo. Um medo terr&amp;#237;vel, que um dia em nossas ruas, sejamos agredidos, seja por pura revolta ou consci&amp;#234;ncia da situa&amp;#231;&amp;#227;o em que vivem.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo &amp;#233; um culto &amp;#224; ignor&amp;#226;ncia, do lado de quem n&amp;#227;o tem a instru&amp;#231;&amp;#227;o apropriada e do outro, que tem acesso a tudo, mas contaminado por um radicalismo excessivo, culmina em algo conservador, que acaba em um comportamento reacion&amp;#225;rio e impaciente. As vezes tenho a impress&amp;#227;o de que n&amp;#227;o sabem que no universo &amp;#233; necess&amp;#225;rio um equilibrio de for&amp;#231;as. N&amp;#227;o h&amp;#225; como viver isolado, sempre influenciamos, ou somos influenciados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Passou-se dez minutos, at&amp;#233; um gostoso perfume tomar conta do ambiente. N&amp;#227;o sou um bom conhecedor, mas acho que era realmente envolvente. Sinto uma m&amp;#227;o nos meus bra&amp;#231;os. Ao virar-me, vejo uma bela mulher que chama-me para o grande momento da festa. Com seus bonitos olhos, logo presto aten&amp;#231;&amp;#227;o para ver se ali havia algum sinal de preconceito. Imediatamente sinto-me culpado, pois como poderia uma mulher t&amp;#227;o bela ter um comportamento assim. Entre os clar&amp;#245;es dos flashs e olhares cultos dos seres do mundo civilizado, participo da celebra&amp;#231;&amp;#227;o, mas n&amp;#227;o consigo tirar da cabe&amp;#231;a a imagem da constela&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211; 11/06/2005&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/11/21/constelacao&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em uma bela festa na noite do inverno carioca, entre os gar&#231;ons servindo champagne e o tilintar agrad&#225;vel das ta&#231;as, fico sozinho por alguns momentos e resolvo caminhar at&#233; a varanda. No caminho, passo por algumas senhoras com brilhantes colares e mostravam fotos umas &#224;s outras, das viagens pelo mundo. Do outro lado, senhores engravatados concentrados num belo computador port&#225;til e certamente trabalham com tecnologia.</p>

<p>Quando chego na varanda, fico ali parado com a minha ta&#231;a, entre um gole e outro, sentindo ar fresco sobre o meu rosto. Sem muito esfor&#231;o, observo no horizonte uma constela&#231;&#227;o, muito brilhante por sinal, com luzes desorganizadas e pequenas varia&#231;&#245;es de cores.</p>

<p>A diferen&#231;a &#233; que h&#225; vida naquela constela&#231;&#227;o, vida inteligente, de pessoas que nascem, vivem e morrem. As vezes morrem, mesmo sem esperar, de forma r&#225;pida e indolor. Elas n&#227;o conhecem a causa daquela situa&#231;&#227;o, somente vivem, com pequenas expectativas e n&#227;o temem a morte, mas sim a vida, pois para elas, &#233; amarga e cheia de perigo.</p>

<p>Os seres que vivem nessa constela&#231;&#227;o possuem experi&#234;ncias que s&#227;o dif&#237;ceis de explicar. S&#227;o situa&#231;&#245;es curiosas e contrangedoras, como a leitura dos olhos. Essas pessoas leem os olhos dos outros e veem neles o preconceito silencioso, a pupila que dilata e conta toda a verdade que &#233; sistematicamente negada ou mesmo esquecida.</p>

<p>O interessante &#233; que na constela&#231;&#227;o, festas tamb&#233;m est&#227;o acontecendo, por&#233;m l&#225;, h&#225; o risco de serem interrompidas a qualquer momento, por cidad&#227;os que representam a lei ou por aqueles que desrespeitam a lei. Muitas vezes acabam com uma chuva de estrelas cadentes.</p>

<p>No passado havia o medo de uma invas&#227;o alien&#237;gena, por&#233;m hoje, h&#225; o receio que seres da constela&#231;&#227;o invadam o nosso mundo. Um medo terr&#237;vel, que um dia em nossas ruas, sejamos agredidos, seja por pura revolta ou consci&#234;ncia da situa&#231;&#227;o em que vivem.</p>

<p>Tudo &#233; um culto &#224; ignor&#226;ncia, do lado de quem n&#227;o tem a instru&#231;&#227;o apropriada e do outro, que tem acesso a tudo, mas contaminado por um radicalismo excessivo, culmina em algo conservador, que acaba em um comportamento reacion&#225;rio e impaciente. As vezes tenho a impress&#227;o de que n&#227;o sabem que no universo &#233; necess&#225;rio um equilibrio de for&#231;as. N&#227;o h&#225; como viver isolado, sempre influenciamos, ou somos influenciados.</p>

<p>Passou-se dez minutos, at&#233; um gostoso perfume tomar conta do ambiente. N&#227;o sou um bom conhecedor, mas acho que era realmente envolvente. Sinto uma m&#227;o nos meus bra&#231;os. Ao virar-me, vejo uma bela mulher que chama-me para o grande momento da festa. Com seus bonitos olhos, logo presto aten&#231;&#227;o para ver se ali havia algum sinal de preconceito. Imediatamente sinto-me culpado, pois como poderia uma mulher t&#227;o bela ter um comportamento assim. Entre os clar&#245;es dos flashs e olhares cultos dos seres do mundo civilizado, participo da celebra&#231;&#227;o, mas n&#227;o consigo tirar da cabe&#231;a a imagem da constela&#231;&#227;o.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211; 11/06/2005</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/11/21/constelacao">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/11/21/constelacao#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Os ratos atr&#225;s das cortinas</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/10/26/os-ratos-atras-das-cortinas</link>
			<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 00:38:56 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">45@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Em algumas reflex&amp;#245;es sobre o comportamento dos cidad&amp;#227;os na sociedade, fiz uma analogia com ratos atr&amp;#225;s da cortina de um teatro. Eles vivem em comunidade e precisam sobreviver, por&amp;#233;m, a comida est&amp;#225; no palco e n&amp;#227;o atr&amp;#225;s das cortinas. Ser&amp;#225; necess&amp;#225;rio a coragem de um deles para arriscar-se, sair do local seguro e correr at&amp;#233; o palco para encontrar a comida, com o risco de ser pego e morto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando h&amp;#225; o sucesso, todos s&amp;#227;o beneficiados e sobrevivem, com depend&amp;#234;ncia total daquele que colocou sua vida em risco para obter o recurso t&amp;#227;o necess&amp;#225;rio para o bem comum. Naturalmente o corajoso ser&amp;#225; um l&amp;#237;der, respeitado e admirado pelos outros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O problema na situa&amp;#231;&amp;#227;o descrita &amp;#233; que um desequilibrio pode ser criado no momento em que todos sabem, que embora n&amp;#227;o fa&amp;#231;am muito esfor&amp;#231;o, a situa&amp;#231;&amp;#227;o ser&amp;#225; solucionada por algu&amp;#233;m. Pode demorar um pouco mais, ou pouco menos, mas a comida estar&amp;#225; dispon&amp;#237;vel de modo seguro. Enquanto isso, cada um cuida de seus interesses at&amp;#233; que a comida esteja servida.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Essa analogia representa a situa&amp;#231;&amp;#227;o na qual vivemos, porque sempre estamos em situa&amp;#231;&amp;#245;es que decis&amp;#245;es precisam ser tomadas e nem sempre h&amp;#225; a mobiliza&amp;#231;&amp;#227;o necess&amp;#225;ria para o r&amp;#225;pido desfecho, porque &amp;#233; muito mais confort&amp;#225;vel ficar atr&amp;#225;s das cortinas esperando a solu&amp;#231;&amp;#227;o, do que colocar a cabe&amp;#231;a a risco e tentar resolver os problemas com os recursos dispon&amp;#237;veis.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Uma nobre miss&amp;#227;o ser&amp;#225; encontrar o sentido democr&amp;#225;tico em todo esse processo, porque partimos do princ&amp;#237;pio que a coletividade deve decidir e n&amp;#227;o esperar que uma alma bondosa resolva tudo. O risco come&amp;#231;a exatamente a&amp;#237;, porque ao esperarmos a a&amp;#231;&amp;#227;o isolada de um cidad&amp;#227;o, n&amp;#227;o podemos garantir que o prest&amp;#237;gio o e poder obtido pelo sucesso n&amp;#227;o encante sua mente e come&amp;#231;e ent&amp;#227;o, atos isolados com um tom mais radical, sempre aceito por aqueles que est&amp;#227;o esperando atr&amp;#225;s das cortinas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O decl&amp;#237;nio de uma sociedade pode come&amp;#231;ar assim, quando os interesses individuais est&amp;#227;o acima de tudo, n&amp;#227;o importanto a participa&amp;#231;&amp;#227;o ou decis&amp;#245;es em coletivo para o bem comum, pois o que interessa &amp;#233; da porta para dentro, o restante, algu&amp;#233;m ir&amp;#225; resolver.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse comportamento pode ser encontrado nas situa&amp;#231;&amp;#245;es mais cotidianas, desde o vazamento de uma torneira numa &amp;#225;rea comum, at&amp;#233; a vota&amp;#231;&amp;#227;o para continuidade ou suspens&amp;#227;o de um processo que afete a todos, os quais devem participar, e n&amp;#227;o uma pequena minoria, desgastada pelas responsabilidades, tanto coletivas como individuais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O discurso &amp;#233; bonito, mas a pr&amp;#225;tica terr&amp;#237;vel. Em virtude das decep&amp;#231;&amp;#245;es nacionais, &amp;#233; comum a percep&amp;#231;&amp;#227;o de que a pol&amp;#237;tica &amp;#233; algo sujo e desonroso, deste modo, sem peso algum na consci&amp;#234;ncia, a omiss&amp;#227;o &amp;#233; generalizada diante de todos os fatos. As vezes passamos por cima do mesmo buraco, mas n&amp;#227;o temos coragem de pegar o telefone e avisar a companhia respons&amp;#225;vel. O argumento pode ser que isso n&amp;#227;o resolve, mas ser&amp;#225; que se houver um ato generalizado de telefonemas sobre o problema ele n&amp;#227;o ser&amp;#225; resolvido ?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em todos os setores a quantidade sempre faz a diferen&amp;#231;a. A mobiliza&amp;#231;&amp;#227;o move montanhas. Ser&amp;#225; necess&amp;#225;rio um conflito nacional para todos sa&amp;#237;rem detr&amp;#225;s das cortinas e unirem-se em prol de uma causa comum e o bem estar comum ?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A omiss&amp;#227;o e sedentarismo dos ratos atr&amp;#225;s das cortinas gera um desequilibrio, sentido ao longo do tempo pelo pouco caso nos assuntos coletivos. Quando um rato se destaca, o poder toma conta de seu esp&amp;#237;rito e novos problemas surgem at&amp;#233; que um outro decida adotar a m&amp;#227;o de ferro e governar com seus pr&amp;#243;prios meios, pois ele sabe que o restante est&amp;#225; dormente e faminto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211; 22/06/2005&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/10/26/os-ratos-atras-das-cortinas&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em algumas reflex&#245;es sobre o comportamento dos cidad&#227;os na sociedade, fiz uma analogia com ratos atr&#225;s da cortina de um teatro. Eles vivem em comunidade e precisam sobreviver, por&#233;m, a comida est&#225; no palco e n&#227;o atr&#225;s das cortinas. Ser&#225; necess&#225;rio a coragem de um deles para arriscar-se, sair do local seguro e correr at&#233; o palco para encontrar a comida, com o risco de ser pego e morto.</p>

<p>Quando h&#225; o sucesso, todos s&#227;o beneficiados e sobrevivem, com depend&#234;ncia total daquele que colocou sua vida em risco para obter o recurso t&#227;o necess&#225;rio para o bem comum. Naturalmente o corajoso ser&#225; um l&#237;der, respeitado e admirado pelos outros.</p>

<p>O problema na situa&#231;&#227;o descrita &#233; que um desequilibrio pode ser criado no momento em que todos sabem, que embora n&#227;o fa&#231;am muito esfor&#231;o, a situa&#231;&#227;o ser&#225; solucionada por algu&#233;m. Pode demorar um pouco mais, ou pouco menos, mas a comida estar&#225; dispon&#237;vel de modo seguro. Enquanto isso, cada um cuida de seus interesses at&#233; que a comida esteja servida.</p>

<p>Essa analogia representa a situa&#231;&#227;o na qual vivemos, porque sempre estamos em situa&#231;&#245;es que decis&#245;es precisam ser tomadas e nem sempre h&#225; a mobiliza&#231;&#227;o necess&#225;ria para o r&#225;pido desfecho, porque &#233; muito mais confort&#225;vel ficar atr&#225;s das cortinas esperando a solu&#231;&#227;o, do que colocar a cabe&#231;a a risco e tentar resolver os problemas com os recursos dispon&#237;veis.</p>

<p>Uma nobre miss&#227;o ser&#225; encontrar o sentido democr&#225;tico em todo esse processo, porque partimos do princ&#237;pio que a coletividade deve decidir e n&#227;o esperar que uma alma bondosa resolva tudo. O risco come&#231;a exatamente a&#237;, porque ao esperarmos a a&#231;&#227;o isolada de um cidad&#227;o, n&#227;o podemos garantir que o prest&#237;gio o e poder obtido pelo sucesso n&#227;o encante sua mente e come&#231;e ent&#227;o, atos isolados com um tom mais radical, sempre aceito por aqueles que est&#227;o esperando atr&#225;s das cortinas.</p>

<p>O decl&#237;nio de uma sociedade pode come&#231;ar assim, quando os interesses individuais est&#227;o acima de tudo, n&#227;o importanto a participa&#231;&#227;o ou decis&#245;es em coletivo para o bem comum, pois o que interessa &#233; da porta para dentro, o restante, algu&#233;m ir&#225; resolver.</p>

<p>Esse comportamento pode ser encontrado nas situa&#231;&#245;es mais cotidianas, desde o vazamento de uma torneira numa &#225;rea comum, at&#233; a vota&#231;&#227;o para continuidade ou suspens&#227;o de um processo que afete a todos, os quais devem participar, e n&#227;o uma pequena minoria, desgastada pelas responsabilidades, tanto coletivas como individuais.</p>

<p>O discurso &#233; bonito, mas a pr&#225;tica terr&#237;vel. Em virtude das decep&#231;&#245;es nacionais, &#233; comum a percep&#231;&#227;o de que a pol&#237;tica &#233; algo sujo e desonroso, deste modo, sem peso algum na consci&#234;ncia, a omiss&#227;o &#233; generalizada diante de todos os fatos. As vezes passamos por cima do mesmo buraco, mas n&#227;o temos coragem de pegar o telefone e avisar a companhia respons&#225;vel. O argumento pode ser que isso n&#227;o resolve, mas ser&#225; que se houver um ato generalizado de telefonemas sobre o problema ele n&#227;o ser&#225; resolvido ?</p>

<p>Em todos os setores a quantidade sempre faz a diferen&#231;a. A mobiliza&#231;&#227;o move montanhas. Ser&#225; necess&#225;rio um conflito nacional para todos sa&#237;rem detr&#225;s das cortinas e unirem-se em prol de uma causa comum e o bem estar comum ?</p>

<p>A omiss&#227;o e sedentarismo dos ratos atr&#225;s das cortinas gera um desequilibrio, sentido ao longo do tempo pelo pouco caso nos assuntos coletivos. Quando um rato se destaca, o poder toma conta de seu esp&#237;rito e novos problemas surgem at&#233; que um outro decida adotar a m&#227;o de ferro e governar com seus pr&#243;prios meios, pois ele sabe que o restante est&#225; dormente e faminto.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211; 22/06/2005</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/10/26/os-ratos-atras-das-cortinas">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/10/26/os-ratos-atras-das-cortinas#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>O breve sabor</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/10/21/o-breve-sabor</link>
			<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 23:34:22 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">43@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;A vida &amp;#233; um piscar de olhos! N&amp;#227;o sabemos de onde viemos e nem para onde iremos. Em cada &amp;#233;poca e cultura, resume-se de uma forma. Para os Vikings o lugar sagrado para onde caminhavam era o Valhala e o grande orgulho era morrer com uma espada em punho em um campo de batalha. Havia uma grande venera&amp;#231;&amp;#227;o pelo deus Odin e um temor sobrenatural dos perigos do mar venenoso, mas viviam com seu valores e hoje os estudamos como povos b&amp;#225;rbaros.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os Maias por outro lado, eram muito mais cultos. Veneravam v&amp;#225;rios deuses relacionados &amp;#224; natureza e ao contr&amp;#225;rio dos povos b&amp;#225;rbaros, acumularam conhecimentos aprofundados sobre arquitetura e matem&amp;#225;tica, inclusive com o uso de casas decimais e o valor zero.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vemos ent&amp;#227;o, analisando duas civiliza&amp;#231;&amp;#245;es, a maneira distinta como viviam. Cada uma com seus valores culturais e convic&amp;#231;&amp;#245;es, acerca da vida e religi&amp;#227;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Nossa miss&amp;#227;o agora &amp;#233; entender no que resume-se a vida na atualidade e sobre o que iremos deixar escrito para nos estudarem no futuro. O desafio &amp;#233; entender o que estamos fazendo neste globo, correndo a milhares de quil&amp;#244;metros por hora, solto no espa&amp;#231;o, em rota de colis&amp;#227;o com algo que ainda n&amp;#227;o conhecemos e com tudo movimentando-se sob nossos p&amp;#233;s. Vivemos no meio de uma intensa atividade deste rico planeta que as vezes revolta-se e nos pune como uma m&amp;#227;e, fazendo o ch&amp;#227;o tremer e colocando-nos no devido lugar. H&amp;#225; o temor de que nossa estada aqui resuma-se somente a mais uma experi&amp;#234;ncia e no final, mais uma civiliza&amp;#231;&amp;#227;o perdida nos livros de Hist&amp;#243;ria. Por&amp;#233;m, se tivermos sorte e capacidade, poderemos quebrar um ciclo de idas e vindas, perpetuando uma civiliza&amp;#231;&amp;#227;o que encontra-se agora com um alto n&amp;#237;vel intelectual, embora, ainda tenha muitos problemas morais e espirituais a serem solucionados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com um pouco de an&amp;#225;lise constatamos que somos mais uma das in&amp;#250;meras civiliza&amp;#231;&amp;#245;es que j&amp;#225; andaram por este globo. H&amp;#225; ind&amp;#237;cios, fortes por sinal, de que j&amp;#225; houve algumas com um grau muito avan&amp;#231;ado de tecnologia, inclusive com o conhecimento de armas nucleares. Para quem tem d&amp;#250;vidas, h&amp;#225; um escrito Hindu chamado Mahabharata que descreve detalhadamente ataques nucleares, provando que n&amp;#227;o estamos sozinhos no que refere-se a armamentos e talvez tenham provocado uma aniquila&amp;#231;&amp;#227;o, risco que tamb&amp;#233;m corremos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As vezes reflito se tudo o que nos cerca &amp;#233; uma daquelas lembran&amp;#231;as tur&amp;#237;sticas, fechada, cheia de &amp;#225;gua, com uma &amp;#225;rea limitada e um mundo controlado. H&amp;#225; tamb&amp;#233;m a possibilidade que tudo seja a reprodu&amp;#231;&amp;#227;o exata da alegoria da caverna do nosso ilustre Plat&amp;#227;o. O perturbador &amp;#233; desconfiar que tudo a nossa volta desde que nascemos, n&amp;#227;o passa de sombras, ou talvez um espa&amp;#231;o limitado dentro de um presente, descansando sobre um arm&amp;#225;rio.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Penso se h&amp;#225; algu&amp;#233;m nos olhando, como olhamos uma lembran&amp;#231;a, ou se h&amp;#225; algo al&amp;#233;m das sombras, de modo que possamos sentir o sabor e cheiro. Mas a&amp;#237; temos o problema dos nossos sentidos, limitados pelo ambiente, talvez seja melhor ficar no mundo das id&amp;#233;ias.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A vida cotidiana tira todos os sabores da aventura de estar aqui neste globo. Todos sabemos que chegar aqui &amp;#233; uma grande aventura, poss&amp;#237;vel somente para poucos. Desde o momento da concep&amp;#231;&amp;#227;o, passamos pelas mais diversas dificuldades e aqui estamos, em carne e osso, carregando em nossos ombros o peso da gravidade. Passamos pelas mais diversas experi&amp;#234;ncias e prova&amp;#231;&amp;#245;es e mesmo totalizando alguns bilh&amp;#245;es, somos fr&amp;#225;geis como formigas, com o risco de sermos varridos por uma vassoura celestial a qualquer momento.&lt;/p&gt;




&lt;p&gt;Outra quest&amp;#227;o mais transcendental &amp;#233; se tudo ser&amp;#225; enterrado conosco ou se teremos condi&amp;#231;&amp;#245;es de aproveitar essas experi&amp;#234;ncias em outras oportunidades, ou seja, em outras estadas, n&amp;#227;o necessariamente neste globo. Algo como um grande di&amp;#225;rio que ser&amp;#225; sempre consultado por n&amp;#243;s, cada um com sua individualidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A diferen&amp;#231;a entre n&amp;#243;s humanos e outros bichos, &amp;#233; essa capacidade de questionar o nosso destino, ainda mais por estarmos vivendo o fato e olhando de dentro. Olhar de fora &amp;#233; muito f&amp;#225;cil, mas estar dentro nos d&amp;#225; uma vis&amp;#227;o contaminada. As estrelas nos olham de uma forma, n&amp;#243;s, aqui, nos olhamos de outra. Infelizmente n&amp;#227;o podemos como conversar com as estrelas, mas mesmo se pud&amp;#233;ssemos, conversar&amp;#237;amos com o nosso passado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo o que vivemos  n&amp;#227;o passa de um breve sabor, muito s&amp;#250;bito. Quando come&amp;#231;a, j&amp;#225; est&amp;#225; perto do final. Para n&amp;#243;s presos aqui neste globo, tudo custa muito a passar, por&amp;#233;m, pensando universalmente, n&amp;#227;o passa de uma fra&amp;#231;&amp;#227;o de alguma medida de tempo que ainda n&amp;#227;o conhecemos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Toda essa apresenta&amp;#231;&amp;#227;o tem o objetivo de invocar a reflex&amp;#227;o sobre tudo o que est&amp;#225; a nossa volta e fazer disso, o melhor poss&amp;#237;vel. Tentar escapar daquelas preocupa&amp;#231;&amp;#245;es cotidianas que nos aprisionam, tornando a vida uma mera sobreviv&amp;#234;ncia. Vamos confessar : Todos n&amp;#243;s temos o pressentimento de que n&amp;#227;o &amp;#233; s&amp;#243; isso. Fa&amp;#231;amos bom uso do breve sabor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211; 24/06/2005&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/10/21/o-breve-sabor&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A vida &#233; um piscar de olhos! N&#227;o sabemos de onde viemos e nem para onde iremos. Em cada &#233;poca e cultura, resume-se de uma forma. Para os Vikings o lugar sagrado para onde caminhavam era o Valhala e o grande orgulho era morrer com uma espada em punho em um campo de batalha. Havia uma grande venera&#231;&#227;o pelo deus Odin e um temor sobrenatural dos perigos do mar venenoso, mas viviam com seu valores e hoje os estudamos como povos b&#225;rbaros.</p>

<p>Os Maias por outro lado, eram muito mais cultos. Veneravam v&#225;rios deuses relacionados &#224; natureza e ao contr&#225;rio dos povos b&#225;rbaros, acumularam conhecimentos aprofundados sobre arquitetura e matem&#225;tica, inclusive com o uso de casas decimais e o valor zero.</p>

<p>Vemos ent&#227;o, analisando duas civiliza&#231;&#245;es, a maneira distinta como viviam. Cada uma com seus valores culturais e convic&#231;&#245;es, acerca da vida e religi&#227;o.</p>

<p>Nossa miss&#227;o agora &#233; entender no que resume-se a vida na atualidade e sobre o que iremos deixar escrito para nos estudarem no futuro. O desafio &#233; entender o que estamos fazendo neste globo, correndo a milhares de quil&#244;metros por hora, solto no espa&#231;o, em rota de colis&#227;o com algo que ainda n&#227;o conhecemos e com tudo movimentando-se sob nossos p&#233;s. Vivemos no meio de uma intensa atividade deste rico planeta que as vezes revolta-se e nos pune como uma m&#227;e, fazendo o ch&#227;o tremer e colocando-nos no devido lugar. H&#225; o temor de que nossa estada aqui resuma-se somente a mais uma experi&#234;ncia e no final, mais uma civiliza&#231;&#227;o perdida nos livros de Hist&#243;ria. Por&#233;m, se tivermos sorte e capacidade, poderemos quebrar um ciclo de idas e vindas, perpetuando uma civiliza&#231;&#227;o que encontra-se agora com um alto n&#237;vel intelectual, embora, ainda tenha muitos problemas morais e espirituais a serem solucionados.</p>

<p>Com um pouco de an&#225;lise constatamos que somos mais uma das in&#250;meras civiliza&#231;&#245;es que j&#225; andaram por este globo. H&#225; ind&#237;cios, fortes por sinal, de que j&#225; houve algumas com um grau muito avan&#231;ado de tecnologia, inclusive com o conhecimento de armas nucleares. Para quem tem d&#250;vidas, h&#225; um escrito Hindu chamado Mahabharata que descreve detalhadamente ataques nucleares, provando que n&#227;o estamos sozinhos no que refere-se a armamentos e talvez tenham provocado uma aniquila&#231;&#227;o, risco que tamb&#233;m corremos.</p>

<p>As vezes reflito se tudo o que nos cerca &#233; uma daquelas lembran&#231;as tur&#237;sticas, fechada, cheia de &#225;gua, com uma &#225;rea limitada e um mundo controlado. H&#225; tamb&#233;m a possibilidade que tudo seja a reprodu&#231;&#227;o exata da alegoria da caverna do nosso ilustre Plat&#227;o. O perturbador &#233; desconfiar que tudo a nossa volta desde que nascemos, n&#227;o passa de sombras, ou talvez um espa&#231;o limitado dentro de um presente, descansando sobre um arm&#225;rio.</p>

<p>Penso se h&#225; algu&#233;m nos olhando, como olhamos uma lembran&#231;a, ou se h&#225; algo al&#233;m das sombras, de modo que possamos sentir o sabor e cheiro. Mas a&#237; temos o problema dos nossos sentidos, limitados pelo ambiente, talvez seja melhor ficar no mundo das id&#233;ias.</p>

<p>A vida cotidiana tira todos os sabores da aventura de estar aqui neste globo. Todos sabemos que chegar aqui &#233; uma grande aventura, poss&#237;vel somente para poucos. Desde o momento da concep&#231;&#227;o, passamos pelas mais diversas dificuldades e aqui estamos, em carne e osso, carregando em nossos ombros o peso da gravidade. Passamos pelas mais diversas experi&#234;ncias e prova&#231;&#245;es e mesmo totalizando alguns bilh&#245;es, somos fr&#225;geis como formigas, com o risco de sermos varridos por uma vassoura celestial a qualquer momento.</p>




<p>Outra quest&#227;o mais transcendental &#233; se tudo ser&#225; enterrado conosco ou se teremos condi&#231;&#245;es de aproveitar essas experi&#234;ncias em outras oportunidades, ou seja, em outras estadas, n&#227;o necessariamente neste globo. Algo como um grande di&#225;rio que ser&#225; sempre consultado por n&#243;s, cada um com sua individualidade.</p>

<p>A diferen&#231;a entre n&#243;s humanos e outros bichos, &#233; essa capacidade de questionar o nosso destino, ainda mais por estarmos vivendo o fato e olhando de dentro. Olhar de fora &#233; muito f&#225;cil, mas estar dentro nos d&#225; uma vis&#227;o contaminada. As estrelas nos olham de uma forma, n&#243;s, aqui, nos olhamos de outra. Infelizmente n&#227;o podemos como conversar com as estrelas, mas mesmo se pud&#233;ssemos, conversar&#237;amos com o nosso passado.</p>

<p>Tudo o que vivemos  n&#227;o passa de um breve sabor, muito s&#250;bito. Quando come&#231;a, j&#225; est&#225; perto do final. Para n&#243;s presos aqui neste globo, tudo custa muito a passar, por&#233;m, pensando universalmente, n&#227;o passa de uma fra&#231;&#227;o de alguma medida de tempo que ainda n&#227;o conhecemos.</p>

<p>Toda essa apresenta&#231;&#227;o tem o objetivo de invocar a reflex&#227;o sobre tudo o que est&#225; a nossa volta e fazer disso, o melhor poss&#237;vel. Tentar escapar daquelas preocupa&#231;&#245;es cotidianas que nos aprisionam, tornando a vida uma mera sobreviv&#234;ncia. Vamos confessar : Todos n&#243;s temos o pressentimento de que n&#227;o &#233; s&#243; isso. Fa&#231;amos bom uso do breve sabor.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211; 24/06/2005</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/10/21/o-breve-sabor">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Cad&#234; a Sociedade ?</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/09/16/cade-a-sociedade</link>
			<pubDate>Thu, 17 Sep 2009 02:47:49 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pol&#237;tica</category>			<guid isPermaLink="false">41@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Os brasileiros falam muito sobre corrup&amp;#231;&amp;#227;o, honestidade, seriedade, moralidade e todos os conceitos filos&amp;#243;ficos e subjetivos poss&amp;#237;veis. Em geral com um vi&amp;#233;s fracassoman&amp;#237;ano, como se estiv&amp;#233;ssemos &amp;#224; parte do problema. Desde a minha inf&amp;#226;ncia, ou&amp;#231;o as mesmas conversas nas mesas de almo&amp;#231;o e nas reuni&amp;#245;es de fam&amp;#237;lia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sempre usamos a terceira pessoa, como se todas as dificuldades estivessem l&amp;#225; fora. Assumimos que somos todos bons e que o Brasil &amp;#233; algo surreal, na qual n&amp;#227;o fazemos parte. O dif&amp;#237;cil &amp;#233; admitir que o nosso maior inimigo, somos n&amp;#243;s mesmos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como forma de fugir das responsabilidades, sempre colocamos a culpa no pa&amp;#237;s. H&amp;#225; in&amp;#250;meros artigos colocando o pa&amp;#237;s como detest&amp;#225;vel, carente de seriedade e que n&amp;#227;o tem sa&amp;#237;da. Os mais pessimistas,  embora cidad&amp;#227;os de um pa&amp;#237;s com dimens&amp;#245;es continentais, desejam viver sob a bandeira de um imp&amp;#233;rio, de modo a fugir das responsabilidades.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A quest&amp;#227;o que abro agora &amp;#233; sobre o povo que vive nesta rica terra, sobre a sociedade que aqui formou-se. Minha pergunta &amp;#233; : Cad&amp;#234; o cidad&amp;#227;o brasileiro?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Falamos, choramos e reclamamos muito, mas pouco fazemos para mudar. Do meu ponto de vista, os cidad&amp;#227;os brasileiros, n&amp;#243;s, os habitantes que aqui residem, n&amp;#227;o est&amp;#227;o preparados para ter um pa&amp;#237;s dos sonhos, pelo simples fato de que n&amp;#227;o h&amp;#225; coragem para enfrentar os problemas, de assumir os riscos e admitir as fraquezas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como primeiro ato correto vamos acabar com a desigualdade aqui, mas n&amp;#227;o a econ&amp;#244;mica que tanto falamos, mas a jur&amp;#237;dica que &amp;#233; muito mais s&amp;#233;ria. Se um cidad&amp;#227;o formado e outro em curso, cometerem um crime, cada um vai para um lugar, primeiro sinal de desigualdade jur&amp;#237;dica.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando o pobre comete uma infra&amp;#231;&amp;#227;o, ele &amp;#233; humilhado e encarcerado, sem chance de maiores explica&amp;#231;&amp;#245;es. Quando um rico comete, seja qual for a infra&amp;#231;&amp;#227;o, sempre temos um constrangimento, uma falta de coragem de admitir que um nobre ou aristocrata cometeu um crime e que deve como todos os outros, ser julgado e quando necess&amp;#225;rio, algemado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O maior esc&amp;#226;ndalo que vi ultimamente, foram os protestos contra a nossa Pol&amp;#237;cia Federal, por ter cumprido o seu papel e investigado ind&amp;#237;cios de sonega&amp;#231;&amp;#227;o e fraudes de importa&amp;#231;&amp;#227;o na maior loja de luxo do Brasil, al&amp;#233;m da pris&amp;#227;o tamb&amp;#233;m, de diretores de uma cervejaria, recente tamb&amp;#233;m.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Temos ai a elite protegendo a elite, ou seja, quando fa&amp;#231;o parte da alta casta e vejo um semelhante caindo, mesmo que em virtude de crimes, independente da natureza, logo surge o solidarismo, o apego pessoal e a amizade acima de tudo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Isso prova que n&amp;#227;o estamos preparados. Falamos muito, mas quando h&amp;#225; uma batida policial em um bairro ou estabelecimento de luxo, ficamos logo espantados, porque deste modo, isso pode acontencer em qualquer lugar e a qualquer um. O medo logo toma conta e recuamos um passo e estamos assim h&amp;#225; alguns s&amp;#233;culos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Este texto tem somente o objetivo de reflex&amp;#227;o, como tentativa de tirar a culpa das costas do pa&amp;#237;s e fazer com que a sociedade assuma alguma responsabilidade, cada um de n&amp;#243;s, habitantes desta aben&amp;#231;oada terra, ensolarada e rica, em absolutamente tudo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O povo que merece grandiosidade deve enfrentar os problemas com coragem. Todos j&amp;#225; passaram por isso, e agora est&amp;#225; chegando a nossa vez. Espero que seja breve, porque &amp;#233; dif&amp;#237;cil ter est&amp;#244;mago para suportar as mesmas reclama&amp;#231;&amp;#245;es de quem pouco faz para mudar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211; 15/07/2005&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/09/16/cade-a-sociedade&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os brasileiros falam muito sobre corrup&#231;&#227;o, honestidade, seriedade, moralidade e todos os conceitos filos&#243;ficos e subjetivos poss&#237;veis. Em geral com um vi&#233;s fracassoman&#237;ano, como se estiv&#233;ssemos &#224; parte do problema. Desde a minha inf&#226;ncia, ou&#231;o as mesmas conversas nas mesas de almo&#231;o e nas reuni&#245;es de fam&#237;lia.</p>

<p>Sempre usamos a terceira pessoa, como se todas as dificuldades estivessem l&#225; fora. Assumimos que somos todos bons e que o Brasil &#233; algo surreal, na qual n&#227;o fazemos parte. O dif&#237;cil &#233; admitir que o nosso maior inimigo, somos n&#243;s mesmos.</p>

<p>Como forma de fugir das responsabilidades, sempre colocamos a culpa no pa&#237;s. H&#225; in&#250;meros artigos colocando o pa&#237;s como detest&#225;vel, carente de seriedade e que n&#227;o tem sa&#237;da. Os mais pessimistas,  embora cidad&#227;os de um pa&#237;s com dimens&#245;es continentais, desejam viver sob a bandeira de um imp&#233;rio, de modo a fugir das responsabilidades.</p>

<p>A quest&#227;o que abro agora &#233; sobre o povo que vive nesta rica terra, sobre a sociedade que aqui formou-se. Minha pergunta &#233; : Cad&#234; o cidad&#227;o brasileiro?</p>

<p>Falamos, choramos e reclamamos muito, mas pouco fazemos para mudar. Do meu ponto de vista, os cidad&#227;os brasileiros, n&#243;s, os habitantes que aqui residem, n&#227;o est&#227;o preparados para ter um pa&#237;s dos sonhos, pelo simples fato de que n&#227;o h&#225; coragem para enfrentar os problemas, de assumir os riscos e admitir as fraquezas.</p>

<p>Como primeiro ato correto vamos acabar com a desigualdade aqui, mas n&#227;o a econ&#244;mica que tanto falamos, mas a jur&#237;dica que &#233; muito mais s&#233;ria. Se um cidad&#227;o formado e outro em curso, cometerem um crime, cada um vai para um lugar, primeiro sinal de desigualdade jur&#237;dica.</p>

<p>Quando o pobre comete uma infra&#231;&#227;o, ele &#233; humilhado e encarcerado, sem chance de maiores explica&#231;&#245;es. Quando um rico comete, seja qual for a infra&#231;&#227;o, sempre temos um constrangimento, uma falta de coragem de admitir que um nobre ou aristocrata cometeu um crime e que deve como todos os outros, ser julgado e quando necess&#225;rio, algemado.</p>

<p>O maior esc&#226;ndalo que vi ultimamente, foram os protestos contra a nossa Pol&#237;cia Federal, por ter cumprido o seu papel e investigado ind&#237;cios de sonega&#231;&#227;o e fraudes de importa&#231;&#227;o na maior loja de luxo do Brasil, al&#233;m da pris&#227;o tamb&#233;m, de diretores de uma cervejaria, recente tamb&#233;m.</p>

<p>Temos ai a elite protegendo a elite, ou seja, quando fa&#231;o parte da alta casta e vejo um semelhante caindo, mesmo que em virtude de crimes, independente da natureza, logo surge o solidarismo, o apego pessoal e a amizade acima de tudo.</p>

<p>Isso prova que n&#227;o estamos preparados. Falamos muito, mas quando h&#225; uma batida policial em um bairro ou estabelecimento de luxo, ficamos logo espantados, porque deste modo, isso pode acontencer em qualquer lugar e a qualquer um. O medo logo toma conta e recuamos um passo e estamos assim h&#225; alguns s&#233;culos.</p>

<p>Este texto tem somente o objetivo de reflex&#227;o, como tentativa de tirar a culpa das costas do pa&#237;s e fazer com que a sociedade assuma alguma responsabilidade, cada um de n&#243;s, habitantes desta aben&#231;oada terra, ensolarada e rica, em absolutamente tudo.</p>

<p>O povo que merece grandiosidade deve enfrentar os problemas com coragem. Todos j&#225; passaram por isso, e agora est&#225; chegando a nossa vez. Espero que seja breve, porque &#233; dif&#237;cil ter est&#244;mago para suportar as mesmas reclama&#231;&#245;es de quem pouco faz para mudar.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211; 15/07/2005</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/09/16/cade-a-sociedade">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Baile na Ilha Fiscal</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/06/28/baile-na-ilha-fiscal</link>
			<pubDate>Sun, 28 Jun 2009 20:05:49 +0000</pubDate>			<dc:creator>admin</dc:creator>
			<category domain="main">Pol&#237;tica</category>			<guid isPermaLink="false">38@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Os livros de hist&amp;#243;ria brasileira, principalmente aqueles destinados aos alunos de educa&amp;#231;&amp;#227;o prim&amp;#225;ria, tratam a monarquia como algo distante e de certo modo negativo. A literatura em geral cita personagens e fatos hist&amp;#243;ricos remotamente, os distanciando quase que propositalmente da nossa realidade, especialmente quando os fatos referem-se &amp;#224; nossa monarquia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A surpresa aparece quando com pouca leitura, descobrimos que a volta de um soberano n&amp;#227;o foi t&amp;#227;o remota assim. Tivemos um plebiscito realizado em 1993 para o povo brasileiro escolher entre Rep&amp;#250;blica presidencialista e monarquia. N&amp;#227;o foi surpresa  ter a primeira op&amp;#231;&amp;#227;o como vencedora, mas de qualquer modo, n&amp;#227;o podemos esquecer que 10% da popula&amp;#231;&amp;#227;o escolheu a segunda op&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu pessoalmente comecei a me interessar pela monarquia depois de uma conversa com um livreiro de rua na cidade de S&amp;#227;o Paulo. Na ocasi&amp;#227;o, viv&amp;#237;amos numa &amp;#233;poca de muita ansiedade, pois est&amp;#225;vamos no in&amp;#237;cio do segundo semestre do ano de 2002, ou seja, a poucos meses da elei&amp;#231;&amp;#227;o presidencial na qual o ent&amp;#227;o candidato Lula foi eleito. Depois de muitos anos e uma hist&amp;#243;ria conturbada, o Brasil teria ent&amp;#227;o um cidad&amp;#227;o brasileiro no sentido literal da palavra, residindo no Distrito Federal e dono de uma caneta com poderes presidenciais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A ansiedade foi ocasionada pelo que poderia acontecer depois daquele momento, pois como jovem, sempre tive curiosidade de entender a psicologia do Brasil. O ano de 2002 foi tamb&amp;#233;m pra mim um per&amp;#237;odo de grandes descobertas, j&amp;#225; que a minha literatura estava recheada de obras um tanto exc&amp;#234;ntricas e eu me surpreendia a cada dia pelos novos olhares que tomava da realidade brasileira e latino-americana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Grande parte da literatura que citei, foi adquirida atrav&amp;#233;s do estimado livreiro, com seu gato pregui&amp;#231;oso como c&amp;#250;mplice das entusiasmadas conversas. Entre os livros que adquiri, posso citar &amp;#8220;A Salva&amp;#231;&amp;#227;o da Am&amp;#233;rica Latina&amp;#8221; e &amp;#8220;Veias abertas da Am&amp;#233;rica Latina&amp;#8221;. S&amp;#227;o dois livros que tocaram pela densidade de seu conte&amp;#250;do e desdobramentos na mente de um jovem procurando grandes her&amp;#243;is entre o nobre povo latino-americano. &amp;#201; lastim&amp;#225;vel como conhecemos pouco a hist&amp;#243;ria do nosso continente.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A compra de um livro era sempre antecedida e seguida de uma apaixonada discuss&amp;#227;o sobre os destinos poss&amp;#237;veis para o Brasil e o mundo. Normalmente o tema do livro inspirava a conversa. Segurando o livro &amp;#8220;A Salva&amp;#231;&amp;#227;o da Am&amp;#233;rica Latina&amp;#8221; e a alguns meses das elei&amp;#231;&amp;#245;es presidenciais, perguntei ao livreiro sobre qual modelo pol&amp;#237;tico era o mais apropriado para o Brasil. Diante do livro que eu tinha em m&amp;#227;os, tentei ingenuamente prever a resposta.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu imaginei que ele fosse responder algo do tipo: Precisamos de um Fidel para o Brasil, ao menos durante alguns anos para dar um jeito na situa&amp;#231;&amp;#227;o. Cheguei a imaginar tamb&amp;#233;m que o coment&amp;#225;rio seria sobre a necessidade de uma revolu&amp;#231;&amp;#227;o sangrenta para livrar o pa&amp;#237;s de traidores e antipatriotas que somente sugam e nada fazem para o bem coletivo. A minha surpresa veio ao escutar dele que o melhor sistema para o Brasil seria a monarquia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Durante alguns segundos vieram &amp;#224; minha mente todos os livros de hist&amp;#243;ria que estudei durante a inf&amp;#226;ncia, bem como todas as palavras dos professores, meus pa&amp;#237;s e demais pessoas que ajudaram a formar a minha personalidade e fiquei sem saber como argumentar.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;S&amp;#243; fui capaz de pedir uma explica&amp;#231;&amp;#227;o mais detalhada para ajudar na minha compreens&amp;#227;o. Isso provocou novas surpresas que mudou a minha percep&amp;#231;&amp;#227;o sobre a monarquia e fez-me estudar mais sobre o assunto.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O culto amigo e livreiro argumentou que a &amp;#250;nica forma de criar condi&amp;#231;&amp;#245;es pol&amp;#237;ticas para um pa&amp;#237;s ainda em acomoda&amp;#231;&amp;#227;o como povo e na&amp;#231;&amp;#227;o, seria a de possuir um governo com mais continuidade, ou seja, com mais compromissos sobre os desdobramentos de cada a&amp;#231;&amp;#227;o. Ele quis dizer que atualmente um Presidente da Rep&amp;#250;blica quando fica no m&amp;#225;ximo oito anos no poder, n&amp;#227;o pensa a longo prazo sobre seus atos, por&amp;#233;m o nosso pa&amp;#237;s precisa de a&amp;#231;&amp;#245;es que podem durar d&amp;#233;cadas ou uma gera&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Cada governante no atual sistema fica no m&amp;#225;ximo oito anos e a vis&amp;#227;o de cada um &amp;#233; restrita &amp;#224; pr&amp;#243;pria realidade, sem pensar nas conseq&amp;#252;&amp;#234;ncias para a d&amp;#233;cada ou gera&amp;#231;&amp;#227;o seguinte. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;No caso da monarquia ter&amp;#237;amos um soberano comprometido com suas a&amp;#231;&amp;#245;es, de modo que elas n&amp;#227;o ocasionassem uma trag&amp;#233;dia na d&amp;#233;cada seguinte.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Pode ser que a opini&amp;#227;o daquele livreiro esteja baseada essencialmente no senso comum, ou mesmo com caracter&amp;#237;sticas predominantemente pessoais. O fato &amp;#233; que aquela conversa explicitou a grande car&amp;#234;ncia que o nosso pa&amp;#237;s possui.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A cada quatro anos temos solu&amp;#231;os de otimismo e a cada oito a troca do governante, pelo menos foi assim nos &amp;#250;ltimos tempos. Al&amp;#233;m da esfera federal, temos as estadual e municipal, que s&amp;#227;o t&amp;#227;o importantes quanto, por&amp;#233;m depois de um governo aparece outro com novas id&amp;#233;ias e normalmente ignora as anteriores.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Vamos ent&amp;#227;o imaginar o nosso pa&amp;#237;s com um pal&amp;#225;cio abrigando a realeza. Poder&amp;#237;amos brincar de cara e coroa com conhecimento de causa e de uma hora para outra ser&amp;#237;amos s&amp;#250;ditos de um soberano. A fam&amp;#237;lia real com privil&amp;#233;gios de cometer gafes reais e casamentos espetaculares, bem como esc&amp;#226;ndalos e tri&amp;#226;ngulos amorosos. Quem sabe um jubileu, guarda real, bailes, princesas lindas, pr&amp;#237;ncipes com inclina&amp;#231;&amp;#245;es duvidosas e fatalmente um imposto real para todo pa&amp;#237;s.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ter&amp;#237;amos tamb&amp;#233;m um primeiro ministro e se a nossa fam&amp;#237;lia real n&amp;#227;o viesse a ser uma mera exploradora, existiria a chance de ver um governo ao longo de anos trabalhando para n&amp;#227;o criar uma trag&amp;#233;dia em curto espa&amp;#231;o de tempo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Deixando a fic&amp;#231;&amp;#227;o de lado, a monarquia depois de deposta pela Proclama&amp;#231;&amp;#227;o da Rep&amp;#250;blica, tentou atrav&amp;#233;s de conspira&amp;#231;&amp;#245;es, centros de estudos e a&amp;#231;&amp;#245;es armadas retomar o poder. Durante 30 anos houve movimentos para a volta da monarquia, portanto n&amp;#227;o podemos ignor&amp;#225;-la. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A hist&amp;#243;ria do Brasil possui detalhes que s&amp;#227;o desconhecidos e aqueles que pensam que os brasileiros n&amp;#227;o sujaram as m&amp;#227;os de sangue est&amp;#227;o enganados. Pena que normalmente nos interessamos pelos detalhes alheios.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Hoje o Brasil est&amp;#225; amadurecendo como Rep&amp;#250;blica e certamente n&amp;#227;o h&amp;#225; espa&amp;#231;o para um modelo diferente. Aos poucos estamos tomando consci&amp;#234;ncia das a&amp;#231;&amp;#245;es a longo prazo que necessitamos como solu&amp;#231;&amp;#227;o para nossos problemas estruturais, deste modo mesmo com diferentes donos de uma caneta presidencial, a tend&amp;#234;ncia &amp;#233; que conquistemos a t&amp;#227;o desejada continuidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Caso tenhamos uma mudan&amp;#231;a nos rumos hist&amp;#243;ricos, nos vemos no pr&amp;#243;ximo baile real, quem sabe ainda na Ilha Fiscal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211; 26/10/2007&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/06/28/baile-na-ilha-fiscal&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os livros de hist&#243;ria brasileira, principalmente aqueles destinados aos alunos de educa&#231;&#227;o prim&#225;ria, tratam a monarquia como algo distante e de certo modo negativo. A literatura em geral cita personagens e fatos hist&#243;ricos remotamente, os distanciando quase que propositalmente da nossa realidade, especialmente quando os fatos referem-se &#224; nossa monarquia.</p>

<p>A surpresa aparece quando com pouca leitura, descobrimos que a volta de um soberano n&#227;o foi t&#227;o remota assim. Tivemos um plebiscito realizado em 1993 para o povo brasileiro escolher entre Rep&#250;blica presidencialista e monarquia. N&#227;o foi surpresa  ter a primeira op&#231;&#227;o como vencedora, mas de qualquer modo, n&#227;o podemos esquecer que 10% da popula&#231;&#227;o escolheu a segunda op&#231;&#227;o.</p>

<p>Eu pessoalmente comecei a me interessar pela monarquia depois de uma conversa com um livreiro de rua na cidade de S&#227;o Paulo. Na ocasi&#227;o, viv&#237;amos numa &#233;poca de muita ansiedade, pois est&#225;vamos no in&#237;cio do segundo semestre do ano de 2002, ou seja, a poucos meses da elei&#231;&#227;o presidencial na qual o ent&#227;o candidato Lula foi eleito. Depois de muitos anos e uma hist&#243;ria conturbada, o Brasil teria ent&#227;o um cidad&#227;o brasileiro no sentido literal da palavra, residindo no Distrito Federal e dono de uma caneta com poderes presidenciais.</p>

<p>A ansiedade foi ocasionada pelo que poderia acontecer depois daquele momento, pois como jovem, sempre tive curiosidade de entender a psicologia do Brasil. O ano de 2002 foi tamb&#233;m pra mim um per&#237;odo de grandes descobertas, j&#225; que a minha literatura estava recheada de obras um tanto exc&#234;ntricas e eu me surpreendia a cada dia pelos novos olhares que tomava da realidade brasileira e latino-americana.</p>

<p>Grande parte da literatura que citei, foi adquirida atrav&#233;s do estimado livreiro, com seu gato pregui&#231;oso como c&#250;mplice das entusiasmadas conversas. Entre os livros que adquiri, posso citar &#8220;A Salva&#231;&#227;o da Am&#233;rica Latina&#8221; e &#8220;Veias abertas da Am&#233;rica Latina&#8221;. S&#227;o dois livros que tocaram pela densidade de seu conte&#250;do e desdobramentos na mente de um jovem procurando grandes her&#243;is entre o nobre povo latino-americano. &#201; lastim&#225;vel como conhecemos pouco a hist&#243;ria do nosso continente.</p>

<p>A compra de um livro era sempre antecedida e seguida de uma apaixonada discuss&#227;o sobre os destinos poss&#237;veis para o Brasil e o mundo. Normalmente o tema do livro inspirava a conversa. Segurando o livro &#8220;A Salva&#231;&#227;o da Am&#233;rica Latina&#8221; e a alguns meses das elei&#231;&#245;es presidenciais, perguntei ao livreiro sobre qual modelo pol&#237;tico era o mais apropriado para o Brasil. Diante do livro que eu tinha em m&#227;os, tentei ingenuamente prever a resposta.</p>

<p>Eu imaginei que ele fosse responder algo do tipo: Precisamos de um Fidel para o Brasil, ao menos durante alguns anos para dar um jeito na situa&#231;&#227;o. Cheguei a imaginar tamb&#233;m que o coment&#225;rio seria sobre a necessidade de uma revolu&#231;&#227;o sangrenta para livrar o pa&#237;s de traidores e antipatriotas que somente sugam e nada fazem para o bem coletivo. A minha surpresa veio ao escutar dele que o melhor sistema para o Brasil seria a monarquia.</p>

<p>Durante alguns segundos vieram &#224; minha mente todos os livros de hist&#243;ria que estudei durante a inf&#226;ncia, bem como todas as palavras dos professores, meus pa&#237;s e demais pessoas que ajudaram a formar a minha personalidade e fiquei sem saber como argumentar.</p>

<p>S&#243; fui capaz de pedir uma explica&#231;&#227;o mais detalhada para ajudar na minha compreens&#227;o. Isso provocou novas surpresas que mudou a minha percep&#231;&#227;o sobre a monarquia e fez-me estudar mais sobre o assunto.</p>

<p>O culto amigo e livreiro argumentou que a &#250;nica forma de criar condi&#231;&#245;es pol&#237;ticas para um pa&#237;s ainda em acomoda&#231;&#227;o como povo e na&#231;&#227;o, seria a de possuir um governo com mais continuidade, ou seja, com mais compromissos sobre os desdobramentos de cada a&#231;&#227;o. Ele quis dizer que atualmente um Presidente da Rep&#250;blica quando fica no m&#225;ximo oito anos no poder, n&#227;o pensa a longo prazo sobre seus atos, por&#233;m o nosso pa&#237;s precisa de a&#231;&#245;es que podem durar d&#233;cadas ou uma gera&#231;&#227;o.<br />
 <br />
Cada governante no atual sistema fica no m&#225;ximo oito anos e a vis&#227;o de cada um &#233; restrita &#224; pr&#243;pria realidade, sem pensar nas conseq&#252;&#234;ncias para a d&#233;cada ou gera&#231;&#227;o seguinte. </p>

<p>No caso da monarquia ter&#237;amos um soberano comprometido com suas a&#231;&#245;es, de modo que elas n&#227;o ocasionassem uma trag&#233;dia na d&#233;cada seguinte.</p>

<p>Pode ser que a opini&#227;o daquele livreiro esteja baseada essencialmente no senso comum, ou mesmo com caracter&#237;sticas predominantemente pessoais. O fato &#233; que aquela conversa explicitou a grande car&#234;ncia que o nosso pa&#237;s possui.</p>

<p>A cada quatro anos temos solu&#231;os de otimismo e a cada oito a troca do governante, pelo menos foi assim nos &#250;ltimos tempos. Al&#233;m da esfera federal, temos as estadual e municipal, que s&#227;o t&#227;o importantes quanto, por&#233;m depois de um governo aparece outro com novas id&#233;ias e normalmente ignora as anteriores.</p>

<p>Vamos ent&#227;o imaginar o nosso pa&#237;s com um pal&#225;cio abrigando a realeza. Poder&#237;amos brincar de cara e coroa com conhecimento de causa e de uma hora para outra ser&#237;amos s&#250;ditos de um soberano. A fam&#237;lia real com privil&#233;gios de cometer gafes reais e casamentos espetaculares, bem como esc&#226;ndalos e tri&#226;ngulos amorosos. Quem sabe um jubileu, guarda real, bailes, princesas lindas, pr&#237;ncipes com inclina&#231;&#245;es duvidosas e fatalmente um imposto real para todo pa&#237;s.</p>

<p>Ter&#237;amos tamb&#233;m um primeiro ministro e se a nossa fam&#237;lia real n&#227;o viesse a ser uma mera exploradora, existiria a chance de ver um governo ao longo de anos trabalhando para n&#227;o criar uma trag&#233;dia em curto espa&#231;o de tempo.</p>

<p>Deixando a fic&#231;&#227;o de lado, a monarquia depois de deposta pela Proclama&#231;&#227;o da Rep&#250;blica, tentou atrav&#233;s de conspira&#231;&#245;es, centros de estudos e a&#231;&#245;es armadas retomar o poder. Durante 30 anos houve movimentos para a volta da monarquia, portanto n&#227;o podemos ignor&#225;-la. </p>

<p>A hist&#243;ria do Brasil possui detalhes que s&#227;o desconhecidos e aqueles que pensam que os brasileiros n&#227;o sujaram as m&#227;os de sangue est&#227;o enganados. Pena que normalmente nos interessamos pelos detalhes alheios.</p>

<p>Hoje o Brasil est&#225; amadurecendo como Rep&#250;blica e certamente n&#227;o h&#225; espa&#231;o para um modelo diferente. Aos poucos estamos tomando consci&#234;ncia das a&#231;&#245;es a longo prazo que necessitamos como solu&#231;&#227;o para nossos problemas estruturais, deste modo mesmo com diferentes donos de uma caneta presidencial, a tend&#234;ncia &#233; que conquistemos a t&#227;o desejada continuidade.</p>

<p>Caso tenhamos uma mudan&#231;a nos rumos hist&#243;ricos, nos vemos no pr&#243;ximo baile real, quem sabe ainda na Ilha Fiscal.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211; 26/10/2007</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/06/28/baile-na-ilha-fiscal">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2009/06/28/baile-na-ilha-fiscal#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Car&#234;ncia, Inseguran&#231;a ou Complexo de Inferioridade</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2008/11/03/carencia-inseguranca-ou-complexo-de-infe</link>
			<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 17:58:07 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Cultura</category>			<guid isPermaLink="false">36@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;O brasileiro &amp;#233; um povo nobre, sofrido e persistente. Mesmo diante de tantos abusos de sua soberania e estado psicol&amp;#243;gico, ainda &amp;#233; forte para continuar lutando. Talvez tais abusos os levem a uma car&amp;#234;ncia, inseguran&amp;#231;a ou at&amp;#233; mesmo complexo de inferioridade, porque com pouca an&amp;#225;lise percebemos que o povo brasileiro possui grande desejo de ser amado e querido por todos e fica horrorizado quando isso n&amp;#227;o ocorre.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Inicialmente precisamos analisar a rela&amp;#231;&amp;#227;o do povo brasileiro com o resto do mundo. H&amp;#225; o desejo que todos os cidad&amp;#227;os do mundo admirem sua sele&amp;#231;&amp;#227;o de futebol, samba, praia, clima e simpatia. Al&amp;#233;m disso, o brasileiro deseja ser fluente em todas as l&amp;#237;nguas e em algumas vezes deseja at&amp;#233; se misturar entre outros cidad&amp;#227;os, quase como uma ren&amp;#250;ncia da sua pr&amp;#243;pria nacionalidade. Vemos ent&amp;#227;o um conflito traumatizante. De um lado &amp;#233; arrogante e impiedoso ao apresentar a sua sele&amp;#231;&amp;#227;o de futebol e de outro &amp;#233; absolutamente subserviente, abrindo m&amp;#227;o at&amp;#233; de sua fant&amp;#225;stica e sofisticada l&amp;#237;ngua.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando viaja ao exterior espera como&amp;#231;&amp;#227;o de todos diante de sua presen&amp;#231;a e pensa que &amp;#233; charmoso, sensual e conquistador. &amp;#201; engra&amp;#231;ado o mito da potencia sexual e povo quente, como se fosse privil&amp;#233;gio de uma &amp;#250;nica na&amp;#231;&amp;#227;o possuir os talentos da procria&amp;#231;&amp;#227;o. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sinto por n&amp;#227;o ser psic&amp;#243;logo, caso contr&amp;#225;rio, escreveria aqui uma an&amp;#225;lise mais efetiva do que acontece na mente de um brasileiro quando h&amp;#225; a rela&amp;#231;&amp;#227;o com outra cultura.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O problema &amp;#233; que normalmente todas as expectativas do povo brasileiro s&amp;#227;o preenchidas, principalmente quando invadem a Europa e Am&amp;#233;rica do Norte a passeio. Como as viagens s&amp;#227;o dispendiosas, somente uma pequena parcela da popula&amp;#231;&amp;#227;o consegue realizar tal fa&amp;#231;anha e inevitavelmente s&amp;#227;o sempre reverenciados pelo futebol, praias e o mito da sexualidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em verdade, parece ser uma d&amp;#225;diva dos deuses ou uma grande recompensa quando passam alguns dias no exterior a turismo ou a trabalho. A arrog&amp;#226;ncia e complexo de inferioridade se misturam. Simultaneamente vestem a camisa da sele&amp;#231;&amp;#227;o e sentem-se os melhores do mundo, por&amp;#233;m ficam impressionamos pelo poste que &amp;#233; semanalmente limpo por um funcion&amp;#225;rio da prefeitura. Exibem-se para as mulheres n&amp;#243;rdicas com a quente sexualidade e se espantam com as faixas de pedestres filmadas e controladas pela pol&amp;#237;cia metropolitana. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#201; um conflito sem precedentes. Um complexo de inferioridade, misturado com inseguran&amp;#231;a e finalmente com um pouco de car&amp;#234;ncia. Algo falta na alma do brasileiro para existir a seguran&amp;#231;a no olhar e apresentar outros argumentos que n&amp;#227;o sejam a sexualidade, praia e futebol. Todos sabem, exceto eles, que n&amp;#227;o faltam argumentos para um brasileiro se orgulhar no exterior.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
A outra face do problema aparece quando um brasileiro viaja &amp;#224;s &amp;#225;reas mais pobres do planeta, inclusive para &amp;#225;reas pais pobres do que seu pr&amp;#243;prio pa&amp;#237;s. O principal exemplo s&amp;#227;o seus vizinhos, nos quais a admira&amp;#231;&amp;#227;o pelo futebol, praia e sexualidade &amp;#233; relativa e invariavelmente o brasileiro experimenta a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de n&amp;#227;o ser bem vindo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ficam horrorizados quando viajam &amp;#224; Am&amp;#233;rica do Sul e n&amp;#227;o s&amp;#227;o t&amp;#227;o queridos. Passam a desejar vingan&amp;#231;a quando restri&amp;#231;&amp;#245;es s&amp;#227;o colocadas &amp;#224;s suas empresas, principalmente as de energia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Quando s&amp;#227;o contrariados, desejam imediatamente a retalia&amp;#231;&amp;#227;o, vingan&amp;#231;a, san&amp;#231;&amp;#245;es ou qualquer a&amp;#231;&amp;#227;o que renove o ego. S&amp;#227;o senhores de engenho e desejam respeito, por&amp;#233;m no momento seguinte s&amp;#227;o obedientes como um escravo. Tudo depender&amp;#225; da plat&amp;#233;ia. Se estiverem numa &amp;#225;rea pobre, ser&amp;#227;o astros, mas se forem para uma &amp;#225;rea rica. ser&amp;#227;o os desgra&amp;#231;ados.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ilustre vizinho dos brasileiros &amp;#233; o maior exemplo de contrariedade e considero que possuam muito que aprender com os irm&amp;#227;os argentinos. Os argentinos os criticam, fazem piadas e se consideram declaradamente melhores sem piedade. Em alguns momentos os acham imperialistas e em outros falsos. J&amp;#225; escutei de amigos argentinos que os brasileiros t&amp;#234;m a mania de querer dominar o mundo.&lt;br /&gt;
 &lt;br /&gt;
Eles t&amp;#234;m a tend&amp;#234;ncia de se compararem. O interessante &amp;#233; que h&amp;#225; um senso megaloman&amp;#237;aco nas compara&amp;#231;&amp;#245;es, pois no primeiro problema que enfrentam logo fazem uma paralelo com a realidade na Su&amp;#237;&amp;#231;a, Dinamarca, Noruega ou qualquer pa&amp;#237;s com um alto &amp;#237;ndice de qualidade de vida. Nunca comparam relativamente com pa&amp;#237;ses no mesmo n&amp;#237;vel cultural ou com &amp;#225;reas menos pr&amp;#243;speras de pa&amp;#237;ses ricos. Isso deve trazer grandes depress&amp;#245;es, porque naturalmente muitas pra&amp;#231;as brasileiras s&amp;#227;o mais sujas e descuidadas do que as pra&amp;#231;as de Genebra, ali&amp;#225;s, muitas pra&amp;#231;as do mundo devem estar na mesma situa&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O brasileiro &amp;#233; um povo doce &amp;#233; muito bondoso e sei que ter&amp;#227;o um lugar nobre na hist&amp;#243;ria da civiliza&amp;#231;&amp;#227;o ocidental, por&amp;#233;m eles precisam amadurecer como na&amp;#231;&amp;#227;o e entenderem que s&amp;#227;o os donos de sua pr&amp;#243;pria hist&amp;#243;ria.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Infelizmente os brasileiros cometem o mesmo erro que cometi durante todo este texto. O pa&amp;#237;s e o povo brasileiro na terceira pessoa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211;  25/10/2007&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2008/11/03/carencia-inseguranca-ou-complexo-de-infe&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O brasileiro &#233; um povo nobre, sofrido e persistente. Mesmo diante de tantos abusos de sua soberania e estado psicol&#243;gico, ainda &#233; forte para continuar lutando. Talvez tais abusos os levem a uma car&#234;ncia, inseguran&#231;a ou at&#233; mesmo complexo de inferioridade, porque com pouca an&#225;lise percebemos que o povo brasileiro possui grande desejo de ser amado e querido por todos e fica horrorizado quando isso n&#227;o ocorre.</p>

<p>Inicialmente precisamos analisar a rela&#231;&#227;o do povo brasileiro com o resto do mundo. H&#225; o desejo que todos os cidad&#227;os do mundo admirem sua sele&#231;&#227;o de futebol, samba, praia, clima e simpatia. Al&#233;m disso, o brasileiro deseja ser fluente em todas as l&#237;nguas e em algumas vezes deseja at&#233; se misturar entre outros cidad&#227;os, quase como uma ren&#250;ncia da sua pr&#243;pria nacionalidade. Vemos ent&#227;o um conflito traumatizante. De um lado &#233; arrogante e impiedoso ao apresentar a sua sele&#231;&#227;o de futebol e de outro &#233; absolutamente subserviente, abrindo m&#227;o at&#233; de sua fant&#225;stica e sofisticada l&#237;ngua.</p>

<p>Quando viaja ao exterior espera como&#231;&#227;o de todos diante de sua presen&#231;a e pensa que &#233; charmoso, sensual e conquistador. &#201; engra&#231;ado o mito da potencia sexual e povo quente, como se fosse privil&#233;gio de uma &#250;nica na&#231;&#227;o possuir os talentos da procria&#231;&#227;o. </p>

<p>Sinto por n&#227;o ser psic&#243;logo, caso contr&#225;rio, escreveria aqui uma an&#225;lise mais efetiva do que acontece na mente de um brasileiro quando h&#225; a rela&#231;&#227;o com outra cultura.</p>

<p>O problema &#233; que normalmente todas as expectativas do povo brasileiro s&#227;o preenchidas, principalmente quando invadem a Europa e Am&#233;rica do Norte a passeio. Como as viagens s&#227;o dispendiosas, somente uma pequena parcela da popula&#231;&#227;o consegue realizar tal fa&#231;anha e inevitavelmente s&#227;o sempre reverenciados pelo futebol, praias e o mito da sexualidade.</p>

<p>Em verdade, parece ser uma d&#225;diva dos deuses ou uma grande recompensa quando passam alguns dias no exterior a turismo ou a trabalho. A arrog&#226;ncia e complexo de inferioridade se misturam. Simultaneamente vestem a camisa da sele&#231;&#227;o e sentem-se os melhores do mundo, por&#233;m ficam impressionamos pelo poste que &#233; semanalmente limpo por um funcion&#225;rio da prefeitura. Exibem-se para as mulheres n&#243;rdicas com a quente sexualidade e se espantam com as faixas de pedestres filmadas e controladas pela pol&#237;cia metropolitana. </p>

<p>&#201; um conflito sem precedentes. Um complexo de inferioridade, misturado com inseguran&#231;a e finalmente com um pouco de car&#234;ncia. Algo falta na alma do brasileiro para existir a seguran&#231;a no olhar e apresentar outros argumentos que n&#227;o sejam a sexualidade, praia e futebol. Todos sabem, exceto eles, que n&#227;o faltam argumentos para um brasileiro se orgulhar no exterior.<br />
 <br />
A outra face do problema aparece quando um brasileiro viaja &#224;s &#225;reas mais pobres do planeta, inclusive para &#225;reas pais pobres do que seu pr&#243;prio pa&#237;s. O principal exemplo s&#227;o seus vizinhos, nos quais a admira&#231;&#227;o pelo futebol, praia e sexualidade &#233; relativa e invariavelmente o brasileiro experimenta a sensa&#231;&#227;o de n&#227;o ser bem vindo.</p>

<p>Ficam horrorizados quando viajam &#224; Am&#233;rica do Sul e n&#227;o s&#227;o t&#227;o queridos. Passam a desejar vingan&#231;a quando restri&#231;&#245;es s&#227;o colocadas &#224;s suas empresas, principalmente as de energia.</p>

<p>Quando s&#227;o contrariados, desejam imediatamente a retalia&#231;&#227;o, vingan&#231;a, san&#231;&#245;es ou qualquer a&#231;&#227;o que renove o ego. S&#227;o senhores de engenho e desejam respeito, por&#233;m no momento seguinte s&#227;o obedientes como um escravo. Tudo depender&#225; da plat&#233;ia. Se estiverem numa &#225;rea pobre, ser&#227;o astros, mas se forem para uma &#225;rea rica. ser&#227;o os desgra&#231;ados.</p>

<p>O ilustre vizinho dos brasileiros &#233; o maior exemplo de contrariedade e considero que possuam muito que aprender com os irm&#227;os argentinos. Os argentinos os criticam, fazem piadas e se consideram declaradamente melhores sem piedade. Em alguns momentos os acham imperialistas e em outros falsos. J&#225; escutei de amigos argentinos que os brasileiros t&#234;m a mania de querer dominar o mundo.<br />
 <br />
Eles t&#234;m a tend&#234;ncia de se compararem. O interessante &#233; que h&#225; um senso megaloman&#237;aco nas compara&#231;&#245;es, pois no primeiro problema que enfrentam logo fazem uma paralelo com a realidade na Su&#237;&#231;a, Dinamarca, Noruega ou qualquer pa&#237;s com um alto &#237;ndice de qualidade de vida. Nunca comparam relativamente com pa&#237;ses no mesmo n&#237;vel cultural ou com &#225;reas menos pr&#243;speras de pa&#237;ses ricos. Isso deve trazer grandes depress&#245;es, porque naturalmente muitas pra&#231;as brasileiras s&#227;o mais sujas e descuidadas do que as pra&#231;as de Genebra, ali&#225;s, muitas pra&#231;as do mundo devem estar na mesma situa&#231;&#227;o.</p>

<p>O brasileiro &#233; um povo doce &#233; muito bondoso e sei que ter&#227;o um lugar nobre na hist&#243;ria da civiliza&#231;&#227;o ocidental, por&#233;m eles precisam amadurecer como na&#231;&#227;o e entenderem que s&#227;o os donos de sua pr&#243;pria hist&#243;ria.</p>

<p>Infelizmente os brasileiros cometem o mesmo erro que cometi durante todo este texto. O pa&#237;s e o povo brasileiro na terceira pessoa.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211;  25/10/2007</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2008/11/03/carencia-inseguranca-ou-complexo-de-infe">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Com toda pompa e circunst&#226;ncias</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2008/11/03/com-toda-pompa-e-circunstancias</link>
			<pubDate>Mon, 03 Nov 2008 17:49:58 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Diplomacia</category>			<guid isPermaLink="false">35@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;A diplomacia &amp;#233; uma das poucas &amp;#225;reas de conhecimento recheada de paix&amp;#245;es, contradi&amp;#231;&amp;#245;es e m&amp;#237;stica. Em verdade, defini-la assim &amp;#233; um passo ousado, porque na realidade ela re&amp;#250;ne diversas &amp;#225;reas, al&amp;#233;m de ser complementada pelo toque pessoal do diplomata.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;As miss&amp;#245;es diplom&amp;#225;ticas s&amp;#227;o carregadas de estrat&amp;#233;gia, defesa de interesses, perda moment&amp;#226;nea para ganho futuro, glamour, dissimula&amp;#231;&amp;#227;o, mentira, blefe e por &amp;#250;ltimo, um senso de lealdade com a na&amp;#231;&amp;#227;o que transcende as aspira&amp;#231;&amp;#245;es pessoais. Talvez esse &amp;#250;ltimo item seja motivo de arrasadores sentimentos de impot&amp;#234;ncia por parte de um diplomata. A carreira da diplomacia &amp;#233; exercida por pessoas brilhantes e de alto potencial intelectual. Como ent&amp;#227;o conviver com a vaidade acad&amp;#234;mica de um intelectual politizado e a miss&amp;#227;o de cumprir tarefas dadas pelo estado, especialmente quando contrariam as mais &amp;#237;ntimas convic&amp;#231;&amp;#245;es?&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A tarefa de representar um pa&amp;#237;s no estrangeiro &amp;#233; nobre. A fun&amp;#231;&amp;#227;o e reconhecimento s&amp;#227;o oficiais e cobertas de eleg&amp;#226;ncia, principalmente para o diplomata que tem o privil&amp;#233;gio de vivenciar momentos singulares e hist&amp;#243;ricos com a possibilidade de deixar um legado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Eu devo antes de tudo pedir as mais sinceras desculpas aos diplomatas que estejam lendo este texto, pois embora eu seja um apaixonado pelos assuntos das Rela&amp;#231;&amp;#245;es Internacionais, n&amp;#227;o tenho o caldo cultural necess&amp;#225;rio para escrever sobre o assunto, ainda mais fazendo suposi&amp;#231;&amp;#245;es do que seria ou n&amp;#227;o a atividade de nobre carreira.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esta paix&amp;#227;o levou-me a buscar literatura que pudesse satisfazer a faminta necessidade de entender o mundo, atrav&amp;#233;s dos instrumentos usados por todas as na&amp;#231;&amp;#245;es e deixar aquela vis&amp;#227;o meramente pessoal do que o mundo deveria ou n&amp;#227;o ser. Essa vis&amp;#227;o dura pouco tempo e morre com a ideologia ing&amp;#234;nua baseada exclusivamente num mundo melhor, sem pensar na complexa teia de interesses nacionais que nos levam &amp;#224; atual realidade. Somos todos c&amp;#250;mplices de cada a&amp;#231;&amp;#227;o internacional que levou o mundo ao atual est&amp;#225;gio pol&amp;#237;tico e econ&amp;#244;mico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Ao ler o brilhante texto intitulado &amp;#8220;Pompa e Circunst&amp;#226;ncias de Gloriosa Carreira&amp;#8221; do diplomata brasileiro Jos&amp;#233; Osvaldo de Meira Penna, tive a inspira&amp;#231;&amp;#227;o de criar este espa&amp;#231;o na rede para discutir diplomacia. Devo deixar aqui os meus agradecimentos ao gentil Embaixador Meira Penna pela permiss&amp;#227;o em usar o t&amp;#237;tulo de seu texto. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O texto em quest&amp;#227;o cita uma obra de Shakespeare que resume a guerra gloriosa como um ato repleto de soberba, pompa e circunst&amp;#226;ncias. Em verdade esse &amp;#233; um trecho da obra Othello e cabe perfeitamente na contemporaneidade da diplomacia. Com pompa e circunst&amp;#226;ncias a diplomacia &amp;#233; exercida no mundo, deixando para os simples cidad&amp;#227;os a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de deslumbre diante das elegantes recep&amp;#231;&amp;#245;es, viagens e rodadas de negocia&amp;#231;&amp;#245;es.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O outro lado da historia &amp;#233; muito mais cru e determina soberania, sobreviv&amp;#234;ncia, espa&amp;#231;o econ&amp;#244;mico, solu&amp;#231;&amp;#227;o de conflitos e por &amp;#250;ltimo, a exist&amp;#234;ncia de um pa&amp;#237;s no contexto internacional.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Sejam bem vindos com toda a pompa e circunst&amp;#226;ncia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[], Eduardo Stefani &amp;#8211; 24/10/2007&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2008/11/03/com-toda-pompa-e-circunstancias&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A diplomacia &#233; uma das poucas &#225;reas de conhecimento recheada de paix&#245;es, contradi&#231;&#245;es e m&#237;stica. Em verdade, defini-la assim &#233; um passo ousado, porque na realidade ela re&#250;ne diversas &#225;reas, al&#233;m de ser complementada pelo toque pessoal do diplomata.</p>

<p>As miss&#245;es diplom&#225;ticas s&#227;o carregadas de estrat&#233;gia, defesa de interesses, perda moment&#226;nea para ganho futuro, glamour, dissimula&#231;&#227;o, mentira, blefe e por &#250;ltimo, um senso de lealdade com a na&#231;&#227;o que transcende as aspira&#231;&#245;es pessoais. Talvez esse &#250;ltimo item seja motivo de arrasadores sentimentos de impot&#234;ncia por parte de um diplomata. A carreira da diplomacia &#233; exercida por pessoas brilhantes e de alto potencial intelectual. Como ent&#227;o conviver com a vaidade acad&#234;mica de um intelectual politizado e a miss&#227;o de cumprir tarefas dadas pelo estado, especialmente quando contrariam as mais &#237;ntimas convic&#231;&#245;es?</p>

<p>A tarefa de representar um pa&#237;s no estrangeiro &#233; nobre. A fun&#231;&#227;o e reconhecimento s&#227;o oficiais e cobertas de eleg&#226;ncia, principalmente para o diplomata que tem o privil&#233;gio de vivenciar momentos singulares e hist&#243;ricos com a possibilidade de deixar um legado.</p>

<p>Eu devo antes de tudo pedir as mais sinceras desculpas aos diplomatas que estejam lendo este texto, pois embora eu seja um apaixonado pelos assuntos das Rela&#231;&#245;es Internacionais, n&#227;o tenho o caldo cultural necess&#225;rio para escrever sobre o assunto, ainda mais fazendo suposi&#231;&#245;es do que seria ou n&#227;o a atividade de nobre carreira.</p>

<p>Esta paix&#227;o levou-me a buscar literatura que pudesse satisfazer a faminta necessidade de entender o mundo, atrav&#233;s dos instrumentos usados por todas as na&#231;&#245;es e deixar aquela vis&#227;o meramente pessoal do que o mundo deveria ou n&#227;o ser. Essa vis&#227;o dura pouco tempo e morre com a ideologia ing&#234;nua baseada exclusivamente num mundo melhor, sem pensar na complexa teia de interesses nacionais que nos levam &#224; atual realidade. Somos todos c&#250;mplices de cada a&#231;&#227;o internacional que levou o mundo ao atual est&#225;gio pol&#237;tico e econ&#244;mico.</p>

<p>Ao ler o brilhante texto intitulado &#8220;Pompa e Circunst&#226;ncias de Gloriosa Carreira&#8221; do diplomata brasileiro Jos&#233; Osvaldo de Meira Penna, tive a inspira&#231;&#227;o de criar este espa&#231;o na rede para discutir diplomacia. Devo deixar aqui os meus agradecimentos ao gentil Embaixador Meira Penna pela permiss&#227;o em usar o t&#237;tulo de seu texto. </p>

<p>O texto em quest&#227;o cita uma obra de Shakespeare que resume a guerra gloriosa como um ato repleto de soberba, pompa e circunst&#226;ncias. Em verdade esse &#233; um trecho da obra Othello e cabe perfeitamente na contemporaneidade da diplomacia. Com pompa e circunst&#226;ncias a diplomacia &#233; exercida no mundo, deixando para os simples cidad&#227;os a sensa&#231;&#227;o de deslumbre diante das elegantes recep&#231;&#245;es, viagens e rodadas de negocia&#231;&#245;es.</p>

<p>O outro lado da historia &#233; muito mais cru e determina soberania, sobreviv&#234;ncia, espa&#231;o econ&#244;mico, solu&#231;&#227;o de conflitos e por &#250;ltimo, a exist&#234;ncia de um pa&#237;s no contexto internacional.</p>

<p>Sejam bem vindos com toda a pompa e circunst&#226;ncia.</p>

<p>[], Eduardo Stefani &#8211; 24/10/2007</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2008/11/03/com-toda-pompa-e-circunstancias">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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