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		<title>Eduardo Stefani</title>
		<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php</link>
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			<title>Coment&#225;rios sobre os paradigmas de pol&#237;tica exterior</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/05/16/comentarios-sobre-os-paradigmas-de-polit</link>
			<pubDate>Thu, 17 May 2012 02:53:47 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">93@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Pol&amp;#237;tica Externa Brasileira / 2012 &amp;#8211; FESPSP &amp;#8211; Turma S&amp;#225;bado&lt;br /&gt;
Professor Igor Fuser&lt;br /&gt;
Aluno: Eduardo Stefani&lt;br /&gt;
16/05/2012&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;CERVO, Amado Luiz. Paradigmas de pol&amp;#237;tica exterior: liberal-conservador, desenvolvimentista, neoliberal e log&amp;#237;stico. In: A. L. Cervo, Inser&amp;#231;&amp;#227;o Internacional &amp;#8211; Forma&amp;#231;&amp;#227;o dos conceitos brasileiros, p. 61-90. S&amp;#227;o Paulo: Saraiva, 2008.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O autor inicia com as palavras do chanceler Celso Amorim quando confessa que quanto mais teorias alojadas na cabe&amp;#231;a do dirigente, melhor sua intui&amp;#231;&amp;#227;o e sua decis&amp;#227;o. Afirma que teorias devem ser tomadas com senso cr&amp;#237;tico, pois s&amp;#227;o forjadas com os interesses, valores, vis&amp;#227;o de mundo e capacidades de quem as concebe. Hoje as teorias norte-americanas s&amp;#227;o as mais elaboradas, mas favorecem a hegemonia dos Estados Unidos. Por outro lado vemos uma expans&amp;#227;o com a constru&amp;#231;&amp;#227;o de teorias em outras &amp;#225;reas do globo, mas ainda assim s&amp;#227;o as norte-americanas que influenciam os dirigentes. Traz a no&amp;#231;&amp;#227;o de paradigmas com a defini&amp;#231;&amp;#227;o de que se trata de uma explana&amp;#231;&amp;#227;o compreensiva do real. Um paradigma permite avaliar os dirigentes. Cada era tem um paradigma vigente e as decis&amp;#245;es ser&amp;#227;o orientada por ele.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Brasil desde 1810 teve quatro paradigmas. Iniciou com o paradigma liberal-conservador. Conviveu por mais de um s&amp;#233;culo em uma situa&amp;#231;&amp;#227;o de negocia&amp;#231;&amp;#245;es desiguais com as pot&amp;#234;ncias europeias. Foi totalmente liberal no sentido econ&amp;#244;mico, mas conservador no sentido territorial. Abria seus mercados em negocia&amp;#231;&amp;#245;es desvantajosas, mas ao mesmo tempo empreendia grande preocupa&amp;#231;&amp;#227;o com a integridade das fronteiras. N&amp;#227;o havia a no&amp;#231;&amp;#227;o de interesse nacional. Em verdade a elite da &amp;#233;poca se apropriou do pa&amp;#237;s e o guiava a partir dos seus pr&amp;#243;prios interesses.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A partir de 1930 foi o paradigma desenvolvimentista. Momento no qual a depress&amp;#227;o atingiu os pa&amp;#237;ses capitalistas avan&amp;#231;ados e os jogaram no protecionismo e solu&amp;#231;&amp;#245;es nacionalistas. O Brasil e Am&amp;#233;rica Latina mostraram grande dinamismo econ&amp;#244;mico e finalmente encontraram o caminho ao mundo moderno. A sociedade ficou mais complexa. O pa&amp;#237;s foi constru&amp;#237;do durante essa fase, com forte industrializa&amp;#231;&amp;#227;o e crescimento econ&amp;#244;mico em um modelo de inser&amp;#231;&amp;#227;o internacional que durou 60 anos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em 1989 chega o paradigma neoliberal ou normal. Prefiro o termo normal porque explica com precis&amp;#227;o a situa&amp;#231;&amp;#227;o vivida no Brasil e Am&amp;#233;rica Latina. Foi momento de abertura dos mercados, liberaliza&amp;#231;&amp;#227;o da economia, privatiza&amp;#231;&amp;#245;es e retrocesso. Diante disso tudo o ponto mais importante foi a total resigna&amp;#231;&amp;#227;o em adotar f&amp;#243;rmulas elaboradas nos pa&amp;#237;ses avan&amp;#231;ados. O termo normal &amp;#233; apropriado porque foi o desejo do Brasil naquele momento, ou seja, ser normal e estar atualizado com a &amp;#250;ltima moda. A partir do ano 2000 encontramos o paradigma log&amp;#237;stico que perdura at&amp;#233; os dias de hoje. Trata-se de um entendimento do contexto internacional e reserva ao Estado a fun&amp;#231;&amp;#227;o de estrategista e n&amp;#227;o motorista. Em verdade traz para o Brasil o modo como os Estados Unidos fazem pol&amp;#237;tica exterior. Defesa do interesse nacional, apoio &amp;#224;s ind&amp;#250;strias e disponibiliza&amp;#231;&amp;#227;o da infraestrutura necess&amp;#225;ria para o empreendimento de uma nova inser&amp;#231;&amp;#227;o internacional.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Penso que as &amp;#250;ltimas linhas sejam capazes se sintetizar as ideias do autor, bem como fazer um panorama sobre os paradigmas adotados pelo Brasil nos &amp;#250;ltimos dois s&amp;#233;culos. &amp;#201; desproporcional fazer um ju&amp;#237;zo de valor, pois os momentos hist&amp;#243;ricos foram diferentes. A not&amp;#237;cia boa &amp;#233; que independente de um paradigma espec&amp;#237;fico, parece que a no&amp;#231;&amp;#227;o de interesse nacional veio para ficar. A era FHC, embora neoliberal, tinha tra&amp;#231;os de log&amp;#237;stico, portanto parece ser produto do amadurecimento do pa&amp;#237;s em entender que os pa&amp;#237;ses avan&amp;#231;ados vendem a ideia de liberaliza&amp;#231;&amp;#227;o, mas adotam medidas aderentes aos seus interesses nacionais. Esse &amp;#233; o paradigma que contribuiu para os Estados Unidos se tornarem uma grande na&amp;#231;&amp;#227;o.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 16/05/2012&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/05/16/comentarios-sobre-os-paradigmas-de-polit&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pol&#237;tica Externa Brasileira / 2012 &#8211; FESPSP &#8211; Turma S&#225;bado<br />
Professor Igor Fuser<br />
Aluno: Eduardo Stefani<br />
16/05/2012</p>

<p><strong>CERVO, Amado Luiz. Paradigmas de pol&#237;tica exterior: liberal-conservador, desenvolvimentista, neoliberal e log&#237;stico. In: A. L. Cervo, Inser&#231;&#227;o Internacional &#8211; Forma&#231;&#227;o dos conceitos brasileiros, p. 61-90. S&#227;o Paulo: Saraiva, 2008.</strong></p>

<p>O autor inicia com as palavras do chanceler Celso Amorim quando confessa que quanto mais teorias alojadas na cabe&#231;a do dirigente, melhor sua intui&#231;&#227;o e sua decis&#227;o. Afirma que teorias devem ser tomadas com senso cr&#237;tico, pois s&#227;o forjadas com os interesses, valores, vis&#227;o de mundo e capacidades de quem as concebe. Hoje as teorias norte-americanas s&#227;o as mais elaboradas, mas favorecem a hegemonia dos Estados Unidos. Por outro lado vemos uma expans&#227;o com a constru&#231;&#227;o de teorias em outras &#225;reas do globo, mas ainda assim s&#227;o as norte-americanas que influenciam os dirigentes. Traz a no&#231;&#227;o de paradigmas com a defini&#231;&#227;o de que se trata de uma explana&#231;&#227;o compreensiva do real. Um paradigma permite avaliar os dirigentes. Cada era tem um paradigma vigente e as decis&#245;es ser&#227;o orientada por ele.</p>

<p>O Brasil desde 1810 teve quatro paradigmas. Iniciou com o paradigma liberal-conservador. Conviveu por mais de um s&#233;culo em uma situa&#231;&#227;o de negocia&#231;&#245;es desiguais com as pot&#234;ncias europeias. Foi totalmente liberal no sentido econ&#244;mico, mas conservador no sentido territorial. Abria seus mercados em negocia&#231;&#245;es desvantajosas, mas ao mesmo tempo empreendia grande preocupa&#231;&#227;o com a integridade das fronteiras. N&#227;o havia a no&#231;&#227;o de interesse nacional. Em verdade a elite da &#233;poca se apropriou do pa&#237;s e o guiava a partir dos seus pr&#243;prios interesses.</p>

<p>A partir de 1930 foi o paradigma desenvolvimentista. Momento no qual a depress&#227;o atingiu os pa&#237;ses capitalistas avan&#231;ados e os jogaram no protecionismo e solu&#231;&#245;es nacionalistas. O Brasil e Am&#233;rica Latina mostraram grande dinamismo econ&#244;mico e finalmente encontraram o caminho ao mundo moderno. A sociedade ficou mais complexa. O pa&#237;s foi constru&#237;do durante essa fase, com forte industrializa&#231;&#227;o e crescimento econ&#244;mico em um modelo de inser&#231;&#227;o internacional que durou 60 anos.</p>

<p>Em 1989 chega o paradigma neoliberal ou normal. Prefiro o termo normal porque explica com precis&#227;o a situa&#231;&#227;o vivida no Brasil e Am&#233;rica Latina. Foi momento de abertura dos mercados, liberaliza&#231;&#227;o da economia, privatiza&#231;&#245;es e retrocesso. Diante disso tudo o ponto mais importante foi a total resigna&#231;&#227;o em adotar f&#243;rmulas elaboradas nos pa&#237;ses avan&#231;ados. O termo normal &#233; apropriado porque foi o desejo do Brasil naquele momento, ou seja, ser normal e estar atualizado com a &#250;ltima moda. A partir do ano 2000 encontramos o paradigma log&#237;stico que perdura at&#233; os dias de hoje. Trata-se de um entendimento do contexto internacional e reserva ao Estado a fun&#231;&#227;o de estrategista e n&#227;o motorista. Em verdade traz para o Brasil o modo como os Estados Unidos fazem pol&#237;tica exterior. Defesa do interesse nacional, apoio &#224;s ind&#250;strias e disponibiliza&#231;&#227;o da infraestrutura necess&#225;ria para o empreendimento de uma nova inser&#231;&#227;o internacional.</p>

<p>Penso que as &#250;ltimas linhas sejam capazes se sintetizar as ideias do autor, bem como fazer um panorama sobre os paradigmas adotados pelo Brasil nos &#250;ltimos dois s&#233;culos. &#201; desproporcional fazer um ju&#237;zo de valor, pois os momentos hist&#243;ricos foram diferentes. A not&#237;cia boa &#233; que independente de um paradigma espec&#237;fico, parece que a no&#231;&#227;o de interesse nacional veio para ficar. A era FHC, embora neoliberal, tinha tra&#231;os de log&#237;stico, portanto parece ser produto do amadurecimento do pa&#237;s em entender que os pa&#237;ses avan&#231;ados vendem a ideia de liberaliza&#231;&#227;o, mas adotam medidas aderentes aos seus interesses nacionais. Esse &#233; o paradigma que contribuiu para os Estados Unidos se tornarem uma grande na&#231;&#227;o.</p>

<p>[],<br />
Eduardo Stefani &#8211; 16/05/2012</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/05/16/comentarios-sobre-os-paradigmas-de-polit">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Coment&#225;rios sobre a integra&#231;&#227;o da Am&#233;rica Latina</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/05/08/comentarios-sobre-a-integracao-da-americ</link>
			<pubDate>Wed, 09 May 2012 01:10:33 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">92@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Am&amp;#233;rica Latina Contempor&amp;#226;nea / 2012 &amp;#8211; FESPSP &amp;#8211; Turma S&amp;#225;bado&lt;br /&gt;
Professor Igor Fuser&lt;br /&gt;
Aluno: Eduardo Stefani&lt;br /&gt;
08/05/2012&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Rubens Ricupero, &amp;#8220;Como entender nossos rotos her&amp;#243;is&amp;#8221; - O Estado de S&amp;#227;o Paulo &amp;#8211; 03/08/2009. &amp;#193;lvaro Garc&amp;#237;a Linera, &amp;#8220;Precisamos de uma Internacional de Movimentos Sociais&amp;#8221; - Brasil de Fato &amp;#8211; 18/11/2009.&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Em &amp;#8220;Como entender nossos rotos her&amp;#243;is&amp;#8221;, Rubens Ricupero come&amp;#231;a com uma anedota sobre a Guerra Civil Espanhola que ilustra o fim desastroso da Segunda Rep&amp;#250;blica. A anedota termina assim: &amp;#8220;Veja que maravilha extraordin&amp;#225;ria &amp;#233; o progresso. Voc&amp;#234; vai a Barcelona, eu vou a Madri, e estamos no mesmo trem&amp;#8221;. Essa anedota ilustra a integra&amp;#231;&amp;#227;o da Am&amp;#233;rica Latina. Os pa&amp;#237;ses est&amp;#227;o caminhando em sentidos opostos. De acordo com o autor, as divis&amp;#245;es entre os pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina os distanciam de uma integra&amp;#231;&amp;#227;o plena. No lugar deveria existir uma converg&amp;#234;ncia, como existiu na Europa depois da queda do Muro de Berlim e o fim da URSS que proporcionou a integra&amp;#231;&amp;#227;o de 27 pa&amp;#237;ses.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#201; um fato consolidado a nova fase na qual a Am&amp;#233;rica Latina est&amp;#225; passando, com governos progressistas no poder, por&amp;#233;m o termo refunda&amp;#231;&amp;#227;o representado pela Venezuela, Bol&amp;#237;via e Equador coloca a integra&amp;#231;&amp;#227;o em perigo. Valores ancestrais s&amp;#227;o colocados na equa&amp;#231;&amp;#227;o, aprofundado divis&amp;#245;es j&amp;#225; existentes, como por exemplo  entre &amp;#237;ndios e brancos. Uma postura diferente do Brasil que na &amp;#250;ltima d&amp;#233;cada fez um grande esfor&amp;#231;o de unifica&amp;#231;&amp;#227;o dos interesses. O autor sugere que a Am&amp;#233;rica Latina deve dar um passo atr&amp;#225;s na integra&amp;#231;&amp;#227;o. N&amp;#227;o significa esquec&amp;#234;-la, mas fazer um recuo estrat&amp;#233;gico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#193;lvaro Garc&amp;#237;a Linera &amp;#233; mais otimista. Do seu ponto de vista, pela primeira vez em 100 anos, h&amp;#225; na Am&amp;#233;rica Latina uma sintonia da esquerda com governos progressistas e revolucion&amp;#225;rios. Agora a esquerda &amp;#233; capaz de pensar em um projeto, em coisas reais e em como governar. O romantismo revolucion&amp;#225;rio foi deixado para tr&amp;#225;s e agora h&amp;#225; pragmatismo. A esquerda &amp;#233; mais plural e n&amp;#227;o est&amp;#225; vinculada a uma escola. Por outro lado, acredita que estamos no in&amp;#237;cio de ondas da esquerda e os pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina n&amp;#227;o est&amp;#227;o isentos de presenciarem retrocessos para depois novos avan&amp;#231;os. Pensa que estamos diante de um processo que levar&amp;#225; aproximadamente duas gera&amp;#231;&amp;#245;es. &lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A chave est&amp;#225; nos movimentos sociais. A mobiliza&amp;#231;&amp;#227;o da sociedade em torno dos interesses dos pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina &amp;#233; que vai proporcionar a verdadeira mudan&amp;#231;a. Cita o caso da Bol&amp;#237;via que &amp;#233; um lugar onde tudo &amp;#233; movimento social. &amp;#201; uma mudan&amp;#231;a de paradigma e indica que a percep&amp;#231;&amp;#227;o dos oper&amp;#225;rios organizados &amp;#233; defasada, pois agora devemos ter a popula&amp;#231;&amp;#227;o organizada em busca dos interesses comuns, como foi o caso da Guerra da &amp;#193;gua na Bol&amp;#237;via. Clama por uma Internacional de Movimentos Sociais com a uni&amp;#227;o de movimentos  no continente. Do ponto de vista de Linera, movimentos espalhados pelo continente ser&amp;#227;o capazes de dar um novo &amp;#226;nimo na t&amp;#227;o necess&amp;#225;ria mobiliza&amp;#231;&amp;#227;o da sociedade latino-americana.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os dois textos analisados s&amp;#227;o peculiares porque em verdade confrontam as vis&amp;#245;es de um pol&amp;#237;tico brasileiro e outro boliviano. &amp;#201; poss&amp;#237;vel observar as diferen&amp;#231;as entre os dois pa&amp;#237;ses e naturalmente os interesses distintos. No Brasil o termo na&amp;#231;&amp;#227;o plural n&amp;#227;o cabe apropriadamente, pois n&amp;#227;o temos o interesse em dividir a sociedade entre &amp;#237;ndios nativos, descendentes de europeus e negros. Enquanto aqui unificamos, na Bol&amp;#237;via h&amp;#225; uma clara divis&amp;#227;o. Do meu ponto de vista a Am&amp;#233;rica Latina deve trabalhar constantemente na integra&amp;#231;&amp;#227;o, bem como na redu&amp;#231;&amp;#227;o dos conflitos entre os pa&amp;#237;ses. Pa&amp;#237;ses da envergadura do Brasil tem uma grande responsabilidade de servirem como  estabilizadores, caso contr&amp;#225;rio fragmentaremos a Am&amp;#233;rica Latina e acredito que tal eventualidade deve ser interessante para v&amp;#225;rias na&amp;#231;&amp;#245;es estrangeiras.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 08/05/2012&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/05/08/comentarios-sobre-a-integracao-da-americ&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Am&#233;rica Latina Contempor&#226;nea / 2012 &#8211; FESPSP &#8211; Turma S&#225;bado<br />
Professor Igor Fuser<br />
Aluno: Eduardo Stefani<br />
08/05/2012</p>

<p><strong>Rubens Ricupero, &#8220;Como entender nossos rotos her&#243;is&#8221; - O Estado de S&#227;o Paulo &#8211; 03/08/2009. &#193;lvaro Garc&#237;a Linera, &#8220;Precisamos de uma Internacional de Movimentos Sociais&#8221; - Brasil de Fato &#8211; 18/11/2009.<br />
</strong></p>

<p>Em &#8220;Como entender nossos rotos her&#243;is&#8221;, Rubens Ricupero come&#231;a com uma anedota sobre a Guerra Civil Espanhola que ilustra o fim desastroso da Segunda Rep&#250;blica. A anedota termina assim: &#8220;Veja que maravilha extraordin&#225;ria &#233; o progresso. Voc&#234; vai a Barcelona, eu vou a Madri, e estamos no mesmo trem&#8221;. Essa anedota ilustra a integra&#231;&#227;o da Am&#233;rica Latina. Os pa&#237;ses est&#227;o caminhando em sentidos opostos. De acordo com o autor, as divis&#245;es entre os pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina os distanciam de uma integra&#231;&#227;o plena. No lugar deveria existir uma converg&#234;ncia, como existiu na Europa depois da queda do Muro de Berlim e o fim da URSS que proporcionou a integra&#231;&#227;o de 27 pa&#237;ses.</p>

<p>&#201; um fato consolidado a nova fase na qual a Am&#233;rica Latina est&#225; passando, com governos progressistas no poder, por&#233;m o termo refunda&#231;&#227;o representado pela Venezuela, Bol&#237;via e Equador coloca a integra&#231;&#227;o em perigo. Valores ancestrais s&#227;o colocados na equa&#231;&#227;o, aprofundado divis&#245;es j&#225; existentes, como por exemplo  entre &#237;ndios e brancos. Uma postura diferente do Brasil que na &#250;ltima d&#233;cada fez um grande esfor&#231;o de unifica&#231;&#227;o dos interesses. O autor sugere que a Am&#233;rica Latina deve dar um passo atr&#225;s na integra&#231;&#227;o. N&#227;o significa esquec&#234;-la, mas fazer um recuo estrat&#233;gico.</p>

<p>&#193;lvaro Garc&#237;a Linera &#233; mais otimista. Do seu ponto de vista, pela primeira vez em 100 anos, h&#225; na Am&#233;rica Latina uma sintonia da esquerda com governos progressistas e revolucion&#225;rios. Agora a esquerda &#233; capaz de pensar em um projeto, em coisas reais e em como governar. O romantismo revolucion&#225;rio foi deixado para tr&#225;s e agora h&#225; pragmatismo. A esquerda &#233; mais plural e n&#227;o est&#225; vinculada a uma escola. Por outro lado, acredita que estamos no in&#237;cio de ondas da esquerda e os pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina n&#227;o est&#227;o isentos de presenciarem retrocessos para depois novos avan&#231;os. Pensa que estamos diante de um processo que levar&#225; aproximadamente duas gera&#231;&#245;es. </p>

<p>A chave est&#225; nos movimentos sociais. A mobiliza&#231;&#227;o da sociedade em torno dos interesses dos pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina &#233; que vai proporcionar a verdadeira mudan&#231;a. Cita o caso da Bol&#237;via que &#233; um lugar onde tudo &#233; movimento social. &#201; uma mudan&#231;a de paradigma e indica que a percep&#231;&#227;o dos oper&#225;rios organizados &#233; defasada, pois agora devemos ter a popula&#231;&#227;o organizada em busca dos interesses comuns, como foi o caso da Guerra da &#193;gua na Bol&#237;via. Clama por uma Internacional de Movimentos Sociais com a uni&#227;o de movimentos  no continente. Do ponto de vista de Linera, movimentos espalhados pelo continente ser&#227;o capazes de dar um novo &#226;nimo na t&#227;o necess&#225;ria mobiliza&#231;&#227;o da sociedade latino-americana.</p>

<p>Os dois textos analisados s&#227;o peculiares porque em verdade confrontam as vis&#245;es de um pol&#237;tico brasileiro e outro boliviano. &#201; poss&#237;vel observar as diferen&#231;as entre os dois pa&#237;ses e naturalmente os interesses distintos. No Brasil o termo na&#231;&#227;o plural n&#227;o cabe apropriadamente, pois n&#227;o temos o interesse em dividir a sociedade entre &#237;ndios nativos, descendentes de europeus e negros. Enquanto aqui unificamos, na Bol&#237;via h&#225; uma clara divis&#227;o. Do meu ponto de vista a Am&#233;rica Latina deve trabalhar constantemente na integra&#231;&#227;o, bem como na redu&#231;&#227;o dos conflitos entre os pa&#237;ses. Pa&#237;ses da envergadura do Brasil tem uma grande responsabilidade de servirem como  estabilizadores, caso contr&#225;rio fragmentaremos a Am&#233;rica Latina e acredito que tal eventualidade deve ser interessante para v&#225;rias na&#231;&#245;es estrangeiras.</p>

<p>[],<br />
Eduardo Stefani &#8211; 08/05/2012</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/05/08/comentarios-sobre-a-integracao-da-americ">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/05/08/comentarios-sobre-a-integracao-da-americ#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Coment&#225;rios sobre redemocratiza&#231;&#227;o e neoliberalismo da Am&#233;rica Latina</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/26/comentarios-sobre-redemocratizacao-e-neo</link>
			<pubDate>Fri, 27 Apr 2012 01:30:14 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">91@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Am&amp;#233;rica Latina Contempor&amp;#226;nea / 2012 &amp;#8211; FESPSP &amp;#8211; Turma S&amp;#225;bado&lt;br /&gt;
Professor Igor Fuser&lt;br /&gt;
Aluno: Eduardo Stefani&lt;br /&gt;
26/04/2012&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;At&amp;#237;lio A. Boron, &amp;#8220;Despu&amp;#233;s del Saqueo: el capitalismo latinoamericano a comienzos del nuevo siglo&amp;#8221;, in: Boron, Atilio A., Estado, Capitalismo y Democracia em Am&amp;#233;rica Latina, pp. 15-38. Buenos Aires: Clacso, 2004.&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O livro em an&amp;#225;lise neste texto foi publicado em 2004 e o autor revisita com um vi&amp;#233;s pessimista as d&amp;#233;cadas de oitenta e noventa. Foram duas d&amp;#233;cadas especialmente importantes, porque materializaram todas as teorias neoliberais contidas na literatura. De acordo com o autor, foram as d&amp;#233;cadas que despeda&amp;#231;aram a Am&amp;#233;rica Latina, transformando o continente em um grande contingente de pobres e exclu&amp;#237;dos, lugar no qual todos os tipos desconstru&amp;#231;&amp;#245;es sociais se manifestaram.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O autor enfatiza a quest&amp;#227;o sem&amp;#226;ntica da reforma. Durante essas d&amp;#233;cadas as mudan&amp;#231;as empreendidas tiveram o r&amp;#243;tulo de reforma, por&amp;#233;m uma an&amp;#225;lise mais cuidadosa nos faz concluir que em verdade estivemos durante uma contra-reforma. De acordo com a tradi&amp;#231;&amp;#227;o da filosofia pol&amp;#237;tica, reforma deveria trazer bem estar social, igualdade e liberdade. Os pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina andaram juntos e todos aplicaram teorias neoliberais, por&amp;#233;m com diferentes intensidades. Aqueles que no in&amp;#237;cio eram exemplos de sucesso, passaram rapidamente a sofrer s&amp;#233;rias pondera&amp;#231;&amp;#245;es.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Como conclus&amp;#227;o a esse cap&amp;#237;tulo, o autor sugere medidas para um tempo p&amp;#243;s-neoliberal, com o fortalecimento do Estado para reconstru&amp;#231;&amp;#227;o patrim&amp;#244;nio perdido nas d&amp;#233;cadas de oitenta e noventa. Entre as medidas est&amp;#227;o: Fortalecimento fiscal do Estado, reformas administrativas e burocr&amp;#225;ticas, luta contra a corrup&amp;#231;&amp;#227;o, redefini&amp;#231;&amp;#227;o da estrat&amp;#233;gia de interven&amp;#231;&amp;#227;o do Estado na economia e aperfei&amp;#231;oamento dos mecanismos de funcionamento estatal.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Do meu ponto de vista o autor foi demasiado pessimista em sua avalia&amp;#231;&amp;#227;o, mas n&amp;#227;o devemos negar que Am&amp;#233;rica Latina viveu duas d&amp;#233;cadas de pol&amp;#237;ticas neoliberais, entre elas a d&amp;#233;cada de oitenta que &amp;#233; considerada como perdida. Por outro lado, foi um momento de rompimento de valores antigos. O Brasil por exemplo era um pa&amp;#237;s fechado e de certo modo atrasado. Infelizmente tudo foi realizado de modo abrupto, com um alto pre&amp;#231;o para a popula&amp;#231;&amp;#227;o. As medidas para fortalecimento do Estado, ao meu ver, s&amp;#227;o &amp;#243;bvias demais e parece ser o desejo de todos os pa&amp;#237;ses, mas n&amp;#227;o devemos esquecer da sociedade. A Am&amp;#233;rica Latina &amp;#233; uma regi&amp;#227;o ainda em constru&amp;#231;&amp;#227;o, com uma sociedade que n&amp;#227;o est&amp;#225; totalmente amadurecida. Somente agora o continente est&amp;#225; experimentando um tempo que parece ser um encontro com o que deseja ser.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 26/04/2012&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/26/comentarios-sobre-redemocratizacao-e-neo&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Am&#233;rica Latina Contempor&#226;nea / 2012 &#8211; FESPSP &#8211; Turma S&#225;bado<br />
Professor Igor Fuser<br />
Aluno: Eduardo Stefani<br />
26/04/2012</p>

<p><strong>At&#237;lio A. Boron, &#8220;Despu&#233;s del Saqueo: el capitalismo latinoamericano a comienzos del nuevo siglo&#8221;, in: Boron, Atilio A., Estado, Capitalismo y Democracia em Am&#233;rica Latina, pp. 15-38. Buenos Aires: Clacso, 2004.<br />
</strong></p>

<p>O livro em an&#225;lise neste texto foi publicado em 2004 e o autor revisita com um vi&#233;s pessimista as d&#233;cadas de oitenta e noventa. Foram duas d&#233;cadas especialmente importantes, porque materializaram todas as teorias neoliberais contidas na literatura. De acordo com o autor, foram as d&#233;cadas que despeda&#231;aram a Am&#233;rica Latina, transformando o continente em um grande contingente de pobres e exclu&#237;dos, lugar no qual todos os tipos desconstru&#231;&#245;es sociais se manifestaram.</p>

<p>O autor enfatiza a quest&#227;o sem&#226;ntica da reforma. Durante essas d&#233;cadas as mudan&#231;as empreendidas tiveram o r&#243;tulo de reforma, por&#233;m uma an&#225;lise mais cuidadosa nos faz concluir que em verdade estivemos durante uma contra-reforma. De acordo com a tradi&#231;&#227;o da filosofia pol&#237;tica, reforma deveria trazer bem estar social, igualdade e liberdade. Os pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina andaram juntos e todos aplicaram teorias neoliberais, por&#233;m com diferentes intensidades. Aqueles que no in&#237;cio eram exemplos de sucesso, passaram rapidamente a sofrer s&#233;rias pondera&#231;&#245;es.</p>

<p>Como conclus&#227;o a esse cap&#237;tulo, o autor sugere medidas para um tempo p&#243;s-neoliberal, com o fortalecimento do Estado para reconstru&#231;&#227;o patrim&#244;nio perdido nas d&#233;cadas de oitenta e noventa. Entre as medidas est&#227;o: Fortalecimento fiscal do Estado, reformas administrativas e burocr&#225;ticas, luta contra a corrup&#231;&#227;o, redefini&#231;&#227;o da estrat&#233;gia de interven&#231;&#227;o do Estado na economia e aperfei&#231;oamento dos mecanismos de funcionamento estatal.</p>

<p>Do meu ponto de vista o autor foi demasiado pessimista em sua avalia&#231;&#227;o, mas n&#227;o devemos negar que Am&#233;rica Latina viveu duas d&#233;cadas de pol&#237;ticas neoliberais, entre elas a d&#233;cada de oitenta que &#233; considerada como perdida. Por outro lado, foi um momento de rompimento de valores antigos. O Brasil por exemplo era um pa&#237;s fechado e de certo modo atrasado. Infelizmente tudo foi realizado de modo abrupto, com um alto pre&#231;o para a popula&#231;&#227;o. As medidas para fortalecimento do Estado, ao meu ver, s&#227;o &#243;bvias demais e parece ser o desejo de todos os pa&#237;ses, mas n&#227;o devemos esquecer da sociedade. A Am&#233;rica Latina &#233; uma regi&#227;o ainda em constru&#231;&#227;o, com uma sociedade que n&#227;o est&#225; totalmente amadurecida. Somente agora o continente est&#225; experimentando um tempo que parece ser um encontro com o que deseja ser.</p>

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Eduardo Stefani &#8211; 26/04/2012</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/26/comentarios-sobre-redemocratizacao-e-neo">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/26/comentarios-sobre-redemocratizacao-e-neo#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Coment&#225;rios sobre o ciclo militar na Am&#233;rica Latina 2</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/12/comentarios-sobre-o-ciclo-militar-na-ame-2</link>
			<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 01:07:15 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">90@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Am&amp;#233;rica Latina Contempor&amp;#226;nea / 2012 &amp;#8211; FESPSP &amp;#8211; Turma S&amp;#225;bado&lt;br /&gt;
Professor Igor Fuser&lt;br /&gt;
Aluno: Eduardo Stefani&lt;br /&gt;
11/04/2012&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Olivier Dab&amp;#232;ne, Am&amp;#233;rica Latina en el siglo XX, Cap. 5 (&amp;#8220;Los a&amp;#241;os sombr&amp;#237;os&amp;#8221;), pp. 141-174. Madrid: Editora S&amp;#237;nteses, 1999.&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A partir dos anos 60, a Am&amp;#233;rica Latina passou a viver em um contexto internacional renovado. A bipolaridade desmoronou e o mundo presenciou a multipolaridade. A Am&amp;#233;rica Latina at&amp;#233; ent&amp;#227;o negligenciada, passou a ter um papel importante no cen&amp;#225;rio internacional. Houve uma fase de intenso reformismo e os pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina experimentaram governos de esquerda, crescimento econ&amp;#244;mico e atendimento &amp;#224;s demandas das classes mais baixas. No in&amp;#237;cio dos anos 70 o continente mergulhou nas sombras, com a queda desses governos de esquerda e o in&amp;#237;cio de governos autorit&amp;#225;rios, os quais desconstru&amp;#237;ram muitas da conquistas   alcan&amp;#231;adas.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Os governos autorit&amp;#225;rios sofreram grandes contesta&amp;#231;&amp;#245;es, mas a resposta foi r&amp;#225;pida e com a mesma intensidade. Iniciou-se uma escalada de viol&amp;#234;ncia e a exist&amp;#234;ncia de Estados terroristas. Do ponto de vista econ&amp;#244;mico houve regress&amp;#227;o. O modelo de industrializa&amp;#231;&amp;#227;o baseado na substitui&amp;#231;&amp;#227;o das importa&amp;#231;&amp;#245;es entrou em crise e viu-se concentra&amp;#231;&amp;#227;o de renda, desigualdade e o envolvimento dos pa&amp;#237;ses em grandes d&amp;#237;vidas. Ap&amp;#243;s 1973 os pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina adotaram o monetarismo, tendo como base as teorias de Friedman. Em verdade isso resultou na abertura das economias e na confian&amp;#231;a a respeito das for&amp;#231;as naturais do mercado.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Com a administra&amp;#231;&amp;#227;o do Presidente Jimmy Carter nos Estados Unidos, os governos autorit&amp;#225;rios passaram a perder for&amp;#231;a, embora ainda se preservassem. Houve press&amp;#227;o, corte de financiamentos e aten&amp;#231;&amp;#227;o aos direitos humanos. O grande desafio foi preservar os interesses dos Estados Unidos na regi&amp;#227;o com essa postura conciliadora e em v&amp;#225;rias ocasi&amp;#245;es, a pr&amp;#225;tica se distanciou das ideias. Nesse per&amp;#237;odo a literatura latino-americana foi de grande riqueza e de certo modo, um relato do per&amp;#237;odo sombrio no qual o continente viveu.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A pergunta que fica &amp;#233; como todos os pa&amp;#237;ses do continente mergulharam simultaneamente em regimes autorit&amp;#225;rios que deixaram profundas marcas? Marcas que tumultuam a conviv&amp;#234;ncia no presente, pois as heran&amp;#231;as econ&amp;#244;micas persistem e o desejo de justi&amp;#231;a cresce.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 11/04/2012&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/12/comentarios-sobre-o-ciclo-militar-na-ame-2&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
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Professor Igor Fuser<br />
Aluno: Eduardo Stefani<br />
11/04/2012</p>

<p><strong>Olivier Dab&#232;ne, Am&#233;rica Latina en el siglo XX, Cap. 5 (&#8220;Los a&#241;os sombr&#237;os&#8221;), pp. 141-174. Madrid: Editora S&#237;nteses, 1999.<br />
</strong></p>

<p>A partir dos anos 60, a Am&#233;rica Latina passou a viver em um contexto internacional renovado. A bipolaridade desmoronou e o mundo presenciou a multipolaridade. A Am&#233;rica Latina at&#233; ent&#227;o negligenciada, passou a ter um papel importante no cen&#225;rio internacional. Houve uma fase de intenso reformismo e os pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina experimentaram governos de esquerda, crescimento econ&#244;mico e atendimento &#224;s demandas das classes mais baixas. No in&#237;cio dos anos 70 o continente mergulhou nas sombras, com a queda desses governos de esquerda e o in&#237;cio de governos autorit&#225;rios, os quais desconstru&#237;ram muitas da conquistas   alcan&#231;adas.</p>

<p>Os governos autorit&#225;rios sofreram grandes contesta&#231;&#245;es, mas a resposta foi r&#225;pida e com a mesma intensidade. Iniciou-se uma escalada de viol&#234;ncia e a exist&#234;ncia de Estados terroristas. Do ponto de vista econ&#244;mico houve regress&#227;o. O modelo de industrializa&#231;&#227;o baseado na substitui&#231;&#227;o das importa&#231;&#245;es entrou em crise e viu-se concentra&#231;&#227;o de renda, desigualdade e o envolvimento dos pa&#237;ses em grandes d&#237;vidas. Ap&#243;s 1973 os pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina adotaram o monetarismo, tendo como base as teorias de Friedman. Em verdade isso resultou na abertura das economias e na confian&#231;a a respeito das for&#231;as naturais do mercado.</p>

<p>Com a administra&#231;&#227;o do Presidente Jimmy Carter nos Estados Unidos, os governos autorit&#225;rios passaram a perder for&#231;a, embora ainda se preservassem. Houve press&#227;o, corte de financiamentos e aten&#231;&#227;o aos direitos humanos. O grande desafio foi preservar os interesses dos Estados Unidos na regi&#227;o com essa postura conciliadora e em v&#225;rias ocasi&#245;es, a pr&#225;tica se distanciou das ideias. Nesse per&#237;odo a literatura latino-americana foi de grande riqueza e de certo modo, um relato do per&#237;odo sombrio no qual o continente viveu.</p>

<p>A pergunta que fica &#233; como todos os pa&#237;ses do continente mergulharam simultaneamente em regimes autorit&#225;rios que deixaram profundas marcas? Marcas que tumultuam a conviv&#234;ncia no presente, pois as heran&#231;as econ&#244;micas persistem e o desejo de justi&#231;a cresce.</p>

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Eduardo Stefani &#8211; 11/04/2012</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/12/comentarios-sobre-o-ciclo-militar-na-ame-2">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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		</item>
				<item>
			<title>Coment&#225;rios sobre o ciclo militar na Am&#233;rica Latina 1</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/11/comentarios-sobre-o-ciclo-militar-na-ame-1</link>
			<pubDate>Thu, 12 Apr 2012 02:55:32 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">89@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
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Professor Igor Fuser&lt;br /&gt;
Aluno: Eduardo Stefani&lt;br /&gt;
10/04/2012&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Alain Rouqui&amp;#233;, O Extremo &amp;#8211; Ocidente, Cap. 5 (&amp;#8220;As For&amp;#231;as Armadas&amp;#8221;), pp. 175-193. S&amp;#227;o Paulo: Universidade de S&amp;#227;o Paulo, 1984&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Estudar o ciclo militar na Am&amp;#233;rica Latina n&amp;#227;o &amp;#233; uma tarefa trivial. A paix&amp;#227;o que envolve o assunto tende a formar opini&amp;#245;es parciais, comprometendo dramaticamente a an&amp;#225;lise e como resultado uma grande dificuldade em se montar uma teoria. Correntes como a tradi&amp;#231;&amp;#227;o ibero-latina n&amp;#227;o s&amp;#227;o mais suficientes, bem como imaginar que as ambi&amp;#231;&amp;#245;es das multinacionais tenham sido capazes de levar e tirar os pa&amp;#237;ses de regimes militares praticamente ao mesmo tempo. Seria superestimar a capacidade de influ&amp;#234;ncia das multinacionais. Da perspectiva dos EUA, durante algumas d&amp;#233;cadas houve certo desprezo pelo o que acontecia na Am&amp;#233;rica Latina, por&amp;#233;m essa situa&amp;#231;&amp;#227;o come&amp;#231;ou a mudar acentuadamente a partir de 1962, data que coincide com a crise dos m&amp;#237;sseis em Cuba. Aquele evento deixou claro que havia o risco real de ter uma Am&amp;#233;rica Latina alinhada a interesses contr&amp;#225;rios aos dos Estados Unidos.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O ciclo militar pode ser categorizado de algumas formas, com varia&amp;#231;&amp;#245;es entre os pa&amp;#237;ses. O modelo patrimonial de ditaduras militares que tem o Paraguai de Stroessner como um bom exemplo. As revolu&amp;#231;&amp;#245;es de cima para baixo e seu reformismo passivo tem o Peru de Velasco. Regimes burocr&amp;#225;ticos desenvolvimentistas no Brasil ap&amp;#243;s 1964. Finalmente os regimes terroristas e neoliberais com Uruguai, Chile e Argentina como principais atores. &amp;#201; v&amp;#225;lido observar que os pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina viveram momentos semelhantes, com o aparelho militar dotado de instru&amp;#231;&amp;#227;o, tecnologia e modernidade. N&amp;#227;o tardou a sensa&amp;#231;&amp;#227;o de protetor do nacionalismo e a partir da&amp;#237; inicia-se regimes reformadores e nacionalistas, por&amp;#233;m a medida que os interesses das elites foram atingidos, iniciou-se imediatamente as convuls&amp;#245;es e golpes, mas com a militariza&amp;#231;&amp;#227;o e a adi&amp;#231;&amp;#227;o da viol&amp;#234;ncia.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#201; poss&amp;#237;vel que este texto tenha simplificado um assunto de grande relev&amp;#226;ncia para Am&amp;#233;rica Latina. As linhas s&amp;#227;o escassas, mas foram capazes de revelar que n&amp;#227;o estamos diante de um movimento uniforme e que n&amp;#227;o pode ser alvo de uma teoria determinista. Analisar o ciclo militar na Am&amp;#233;rica Latina de modo nivelado &amp;#233; um grande erro e cada pa&amp;#237;s apresentou uma forma peculiar de militarismo. Esse per&amp;#237;odo marcou o continentes, tanto nas quest&amp;#245;es psicol&amp;#243;gicas como nas heran&amp;#231;as econ&amp;#244;micas. N&amp;#227;o seria errado dizer que o continente viveu sob grande equ&amp;#237;voco durante d&amp;#233;cadas e se fosse diferente, certamente estar&amp;#237;amos em condi&amp;#231;&amp;#245;es bem melhores neste momento.&lt;/p&gt;


&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 10/04/2012&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/11/comentarios-sobre-o-ciclo-militar-na-ame-1&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Am&#233;rica Latina Contempor&#226;nea / 2012 &#8211; FESPSP &#8211; Turma S&#225;bado<br />
Professor Igor Fuser<br />
Aluno: Eduardo Stefani<br />
10/04/2012</p>

<p><strong>Alain Rouqui&#233;, O Extremo &#8211; Ocidente, Cap. 5 (&#8220;As For&#231;as Armadas&#8221;), pp. 175-193. S&#227;o Paulo: Universidade de S&#227;o Paulo, 1984</strong></p>

<p>Estudar o ciclo militar na Am&#233;rica Latina n&#227;o &#233; uma tarefa trivial. A paix&#227;o que envolve o assunto tende a formar opini&#245;es parciais, comprometendo dramaticamente a an&#225;lise e como resultado uma grande dificuldade em se montar uma teoria. Correntes como a tradi&#231;&#227;o ibero-latina n&#227;o s&#227;o mais suficientes, bem como imaginar que as ambi&#231;&#245;es das multinacionais tenham sido capazes de levar e tirar os pa&#237;ses de regimes militares praticamente ao mesmo tempo. Seria superestimar a capacidade de influ&#234;ncia das multinacionais. Da perspectiva dos EUA, durante algumas d&#233;cadas houve certo desprezo pelo o que acontecia na Am&#233;rica Latina, por&#233;m essa situa&#231;&#227;o come&#231;ou a mudar acentuadamente a partir de 1962, data que coincide com a crise dos m&#237;sseis em Cuba. Aquele evento deixou claro que havia o risco real de ter uma Am&#233;rica Latina alinhada a interesses contr&#225;rios aos dos Estados Unidos.</p>

<p>O ciclo militar pode ser categorizado de algumas formas, com varia&#231;&#245;es entre os pa&#237;ses. O modelo patrimonial de ditaduras militares que tem o Paraguai de Stroessner como um bom exemplo. As revolu&#231;&#245;es de cima para baixo e seu reformismo passivo tem o Peru de Velasco. Regimes burocr&#225;ticos desenvolvimentistas no Brasil ap&#243;s 1964. Finalmente os regimes terroristas e neoliberais com Uruguai, Chile e Argentina como principais atores. &#201; v&#225;lido observar que os pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina viveram momentos semelhantes, com o aparelho militar dotado de instru&#231;&#227;o, tecnologia e modernidade. N&#227;o tardou a sensa&#231;&#227;o de protetor do nacionalismo e a partir da&#237; inicia-se regimes reformadores e nacionalistas, por&#233;m a medida que os interesses das elites foram atingidos, iniciou-se imediatamente as convuls&#245;es e golpes, mas com a militariza&#231;&#227;o e a adi&#231;&#227;o da viol&#234;ncia.</p>

<p>&#201; poss&#237;vel que este texto tenha simplificado um assunto de grande relev&#226;ncia para Am&#233;rica Latina. As linhas s&#227;o escassas, mas foram capazes de revelar que n&#227;o estamos diante de um movimento uniforme e que n&#227;o pode ser alvo de uma teoria determinista. Analisar o ciclo militar na Am&#233;rica Latina de modo nivelado &#233; um grande erro e cada pa&#237;s apresentou uma forma peculiar de militarismo. Esse per&#237;odo marcou o continentes, tanto nas quest&#245;es psicol&#243;gicas como nas heran&#231;as econ&#244;micas. N&#227;o seria errado dizer que o continente viveu sob grande equ&#237;voco durante d&#233;cadas e se fosse diferente, certamente estar&#237;amos em condi&#231;&#245;es bem melhores neste momento.</p>


<p>[],<br />
Eduardo Stefani &#8211; 10/04/2012</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/11/comentarios-sobre-o-ciclo-militar-na-ame-1">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/04/11/comentarios-sobre-o-ciclo-militar-na-ame-1#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Coment&#225;rios sobre o desenvolvimento da Am&#233;rica Latina</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/27/comentarios-sobre-o-desenvolvimento-da-a</link>
			<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 01:57:30 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">88@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Am&amp;#233;rica Latina Contempor&amp;#226;nea / 2012 &amp;#8211; FESPSP &amp;#8211; Turma S&amp;#225;bado&lt;br /&gt;
Professor Igor Fuser&lt;br /&gt;
Aluno: Eduardo Stefani&lt;br /&gt;
27/03/2012&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Carlos Eduardo Martins, &amp;#8220;O pensamento latino-americano e o sistema mundial&amp;#8221;. In: Beigel, Fernanda et al., Cr&amp;#237;tica y teor&amp;#237;a em el pensamiento social latinoamericano, pp. 153-169. Buenos Aires, Clacso, 2006.&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A discuss&amp;#227;o tem origem na forma&amp;#231;&amp;#227;o dos pa&amp;#237;ses latino-americanos, os quais s&amp;#227;o em ess&amp;#234;ncia perif&amp;#233;ricos e dependem da produ&amp;#231;&amp;#227;o de mercadorias prim&amp;#225;rias, em compara&amp;#231;&amp;#227;o com pa&amp;#237;ses centrais que produzem mercadorias com alto valor agregado. O fato &amp;#233; que as mercadorias prim&amp;#225;rias n&amp;#227;o mant&amp;#233;m uma regularidade no pre&amp;#231;o e submetem os pa&amp;#237;ses exportadores a uma constante deprecia&amp;#231;&amp;#227;o e dificulta o com&amp;#233;rcio com pa&amp;#237;ses centrais que n&amp;#227;o veem seus produtos perderem valor.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Esse mecanismo constr&amp;#243;i uma l&amp;#243;gica de atraso, pois os pa&amp;#237;ses perif&amp;#233;ricos n&amp;#227;o veem interesse em se modernizar tecnologicamente, ao contr&amp;#225;rio dos pa&amp;#237;ses centrais que tem a moderniza&amp;#231;&amp;#227;o com uma forma de economizar m&amp;#227;o de obra. A situa&amp;#231;&amp;#227;o nos pa&amp;#237;ses perif&amp;#233;ricos &amp;#233; inversa com a exist&amp;#234;ncia de uma grande disponibilidade de m&amp;#227;o de obra.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A substitui&amp;#231;&amp;#227;o das importa&amp;#231;&amp;#245;es ganhou grande impulso, mas n&amp;#227;o atendeu as expectativas completamente. Pensou-se que na industrializa&amp;#231;&amp;#227;o dos pa&amp;#237;ses perif&amp;#233;ricos, haveria uma migra&amp;#231;&amp;#227;o da m&amp;#227;o de obra excedente para o setor industrial, mas isso n&amp;#227;o ocorreu. Em verdade houve ainda mais concentra&amp;#231;&amp;#227;o de renda, press&amp;#227;o inflacion&amp;#225;ria e a manuten&amp;#231;&amp;#227;o de um grande excedente de m&amp;#227;o de obra. O desgaste da teoria nacional-desenvolvimentista levou as correntes modernizantes a ganharem espa&amp;#231;o. A substitui&amp;#231;&amp;#227;o das importa&amp;#231;&amp;#245;es implica na importa&amp;#231;&amp;#227;o dos meios para se criar uma ind&amp;#250;stria e isso gera um c&amp;#237;rculo que em verdade transforma o crescimento dos pa&amp;#237;ses perif&amp;#233;ricos em solu&amp;#231;os de prosperidade.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#201; curioso observar que os limites ao desenvolvimento dos pa&amp;#237;ses latino-americanos n&amp;#227;o mudaram em defini&amp;#231;&amp;#227;o. O impasse entre produzir mercadorias de valor agregado, mas sem gerar press&amp;#245;es inflacion&amp;#225;rias, al&amp;#233;m da depend&amp;#234;ncia do capital estrangeiro, continua o mesmo. O texto indica que nos anos 50 o gargalo ao desenvolvimento foi o transporte. &amp;#201; chocante constatar que 60 anos depois, o gargalo ainda &amp;#233; esse. Por outro lado, n&amp;#227;o podemos negar que os pa&amp;#237;ses latino-americanos viveram praticamente tr&amp;#234;s d&amp;#233;cadas em crise e somente a partir do in&amp;#237;cio do s&amp;#233;culo XXI est&amp;#227;o experimentando um despertar econ&amp;#244;mico.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 27/03/2012&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/27/comentarios-sobre-o-desenvolvimento-da-a&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Am&#233;rica Latina Contempor&#226;nea / 2012 &#8211; FESPSP &#8211; Turma S&#225;bado<br />
Professor Igor Fuser<br />
Aluno: Eduardo Stefani<br />
27/03/2012</p>

<p><strong>Carlos Eduardo Martins, &#8220;O pensamento latino-americano e o sistema mundial&#8221;. In: Beigel, Fernanda et al., Cr&#237;tica y teor&#237;a em el pensamiento social latinoamericano, pp. 153-169. Buenos Aires, Clacso, 2006.<br />
</strong></p>

<p>A discuss&#227;o tem origem na forma&#231;&#227;o dos pa&#237;ses latino-americanos, os quais s&#227;o em ess&#234;ncia perif&#233;ricos e dependem da produ&#231;&#227;o de mercadorias prim&#225;rias, em compara&#231;&#227;o com pa&#237;ses centrais que produzem mercadorias com alto valor agregado. O fato &#233; que as mercadorias prim&#225;rias n&#227;o mant&#233;m uma regularidade no pre&#231;o e submetem os pa&#237;ses exportadores a uma constante deprecia&#231;&#227;o e dificulta o com&#233;rcio com pa&#237;ses centrais que n&#227;o veem seus produtos perderem valor.</p>

<p>Esse mecanismo constr&#243;i uma l&#243;gica de atraso, pois os pa&#237;ses perif&#233;ricos n&#227;o veem interesse em se modernizar tecnologicamente, ao contr&#225;rio dos pa&#237;ses centrais que tem a moderniza&#231;&#227;o com uma forma de economizar m&#227;o de obra. A situa&#231;&#227;o nos pa&#237;ses perif&#233;ricos &#233; inversa com a exist&#234;ncia de uma grande disponibilidade de m&#227;o de obra.</p>

<p>A substitui&#231;&#227;o das importa&#231;&#245;es ganhou grande impulso, mas n&#227;o atendeu as expectativas completamente. Pensou-se que na industrializa&#231;&#227;o dos pa&#237;ses perif&#233;ricos, haveria uma migra&#231;&#227;o da m&#227;o de obra excedente para o setor industrial, mas isso n&#227;o ocorreu. Em verdade houve ainda mais concentra&#231;&#227;o de renda, press&#227;o inflacion&#225;ria e a manuten&#231;&#227;o de um grande excedente de m&#227;o de obra. O desgaste da teoria nacional-desenvolvimentista levou as correntes modernizantes a ganharem espa&#231;o. A substitui&#231;&#227;o das importa&#231;&#245;es implica na importa&#231;&#227;o dos meios para se criar uma ind&#250;stria e isso gera um c&#237;rculo que em verdade transforma o crescimento dos pa&#237;ses perif&#233;ricos em solu&#231;os de prosperidade.</p>

<p>&#201; curioso observar que os limites ao desenvolvimento dos pa&#237;ses latino-americanos n&#227;o mudaram em defini&#231;&#227;o. O impasse entre produzir mercadorias de valor agregado, mas sem gerar press&#245;es inflacion&#225;rias, al&#233;m da depend&#234;ncia do capital estrangeiro, continua o mesmo. O texto indica que nos anos 50 o gargalo ao desenvolvimento foi o transporte. &#201; chocante constatar que 60 anos depois, o gargalo ainda &#233; esse. Por outro lado, n&#227;o podemos negar que os pa&#237;ses latino-americanos viveram praticamente tr&#234;s d&#233;cadas em crise e somente a partir do in&#237;cio do s&#233;culo XXI est&#227;o experimentando um despertar econ&#244;mico.</p>

<p>[],<br />
Eduardo Stefani &#8211; 27/03/2012</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/27/comentarios-sobre-o-desenvolvimento-da-a">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/27/comentarios-sobre-o-desenvolvimento-da-a#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Deus n&#227;o joga dados</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/22/deus-nao-joga-dados</link>
			<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 03:29:48 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Vintage</category>			<guid isPermaLink="false">87@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Nascido em 1879 e com sua morte em 18 de abril de 1955, Albert Einstein deixou marcas por onde passou. Estou tentando fazer uma simples homenagem a um homem que com toda sua genialidade mudou radicalmente v&amp;#225;rios aspectos cient&amp;#237;ficos conhecidos, contribuindo de maneira extraordin&amp;#225;ria para o avan&amp;#231;o da ci&amp;#234;ncia e para o entendimento do Universo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;O Universo &amp;#233; complexo de tal forma que fez com que at&amp;#233; Einstein fracassasse. Morreu tentando combater as dualidades. Seu &amp;#250;ltimo trabalho de busca da unifica&amp;#231;&amp;#227;o dos campos tinha o supremo objetivo de encontrar uma formula que expressasse o Universo, o come&amp;#231;o de tudo. Pode ser que demore alguns s&amp;#233;culos para surgir outra mente capaz de ir t&amp;#227;o longe.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;A quest&amp;#227;o &amp;#233; que nossos conceitos a respeito de espa&amp;#231;o e tempo s&amp;#227;o singelos e ing&amp;#234;nuos. N&amp;#227;o h&amp;#225; um entendimento mais profundo. De fato, somos habituados a compreender que o comprimento de uma barra e o intervalo de tempo marcado por um rel&amp;#243;gio podem variar de acordo com o estado de movimento do observador ou dos instrumentos. Para velocidades comuns a diferen&amp;#231;a &amp;#233; despercebida, mas falando na ordem da velocidade da luz, a diferen&amp;#231;a pode ser significativa.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Outra grande conclus&amp;#227;o &amp;#233; a respeito da famosa formula &quot; e = mc2 &quot;, a qual possibilita interpretar as equival&amp;#234;ncias entre massa e energia, tornando poss&amp;#237;vel o desenvolvimento de armas nucleares. A carta enviada por Einstein &amp;#224; Franklin Delano Roosevelt com uma an&amp;#225;lise sobre os riscos do desenvolvimento de uma arma nuclear pela Alemanha nazista foi a contribui&amp;#231;&amp;#227;o definitiva para a forma&amp;#231;&amp;#227;o do Projeto Manhattan, culminando com o desenvolvimento da bomba at&amp;#244;mica usada pelos aliados em 1945 sobre Hiroshima e Nagasaki. Einstein sempre foi pacifista radical, mas nas nas conjunturas da &amp;#233;poca era necess&amp;#225;rio um armamento e logo ap&amp;#243;s a Segunda Guerra Mundial teve completa oposi&amp;#231;&amp;#227;o &amp;#224;s armas nucleares.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Tudo isso retrata a import&amp;#226;ncia de grandes cientistas na humanidade, cada vez mais necessitada de esclarecimentos cient&amp;#237;ficos para continuar em pleno desenvolvimento sem colocar em risco a sua exist&amp;#234;ncia no Universo, o que &amp;#233; poss&amp;#237;vel com o incorreto uso de armas nucleares, embora sua pr&amp;#243;pria exist&amp;#234;ncia deva ser questionada. Segundo Einstein &amp;#233; mais importante a defesa da humanidade do que o mesquinho patriotismo.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 04/11/1996&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/22/deus-nao-joga-dados&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nascido em 1879 e com sua morte em 18 de abril de 1955, Albert Einstein deixou marcas por onde passou. Estou tentando fazer uma simples homenagem a um homem que com toda sua genialidade mudou radicalmente v&#225;rios aspectos cient&#237;ficos conhecidos, contribuindo de maneira extraordin&#225;ria para o avan&#231;o da ci&#234;ncia e para o entendimento do Universo.</p>

<p>O Universo &#233; complexo de tal forma que fez com que at&#233; Einstein fracassasse. Morreu tentando combater as dualidades. Seu &#250;ltimo trabalho de busca da unifica&#231;&#227;o dos campos tinha o supremo objetivo de encontrar uma formula que expressasse o Universo, o come&#231;o de tudo. Pode ser que demore alguns s&#233;culos para surgir outra mente capaz de ir t&#227;o longe.</p>

<p>A quest&#227;o &#233; que nossos conceitos a respeito de espa&#231;o e tempo s&#227;o singelos e ing&#234;nuos. N&#227;o h&#225; um entendimento mais profundo. De fato, somos habituados a compreender que o comprimento de uma barra e o intervalo de tempo marcado por um rel&#243;gio podem variar de acordo com o estado de movimento do observador ou dos instrumentos. Para velocidades comuns a diferen&#231;a &#233; despercebida, mas falando na ordem da velocidade da luz, a diferen&#231;a pode ser significativa.</p>

<p>Outra grande conclus&#227;o &#233; a respeito da famosa formula " e = mc2 ", a qual possibilita interpretar as equival&#234;ncias entre massa e energia, tornando poss&#237;vel o desenvolvimento de armas nucleares. A carta enviada por Einstein &#224; Franklin Delano Roosevelt com uma an&#225;lise sobre os riscos do desenvolvimento de uma arma nuclear pela Alemanha nazista foi a contribui&#231;&#227;o definitiva para a forma&#231;&#227;o do Projeto Manhattan, culminando com o desenvolvimento da bomba at&#244;mica usada pelos aliados em 1945 sobre Hiroshima e Nagasaki. Einstein sempre foi pacifista radical, mas nas nas conjunturas da &#233;poca era necess&#225;rio um armamento e logo ap&#243;s a Segunda Guerra Mundial teve completa oposi&#231;&#227;o &#224;s armas nucleares.</p>

<p>Tudo isso retrata a import&#226;ncia de grandes cientistas na humanidade, cada vez mais necessitada de esclarecimentos cient&#237;ficos para continuar em pleno desenvolvimento sem colocar em risco a sua exist&#234;ncia no Universo, o que &#233; poss&#237;vel com o incorreto uso de armas nucleares, embora sua pr&#243;pria exist&#234;ncia deva ser questionada. Segundo Einstein &#233; mais importante a defesa da humanidade do que o mesquinho patriotismo.</p>

<p>[],<br />
Eduardo Stefani &#8211; 04/11/1996</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/22/deus-nao-joga-dados">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
								<comments>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/22/deus-nao-joga-dados#comments</comments>
		</item>
				<item>
			<title>Coment&#225;rios sobre a Revolu&#231;&#227;o Mexicana</title>
			<link>http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/21/comentarios-sobre-a-revolucao-mexicana</link>
			<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 02:58:01 +0000</pubDate>			<dc:creator>stefani</dc:creator>
			<category domain="main">Pessoal</category>			<guid isPermaLink="false">86@http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/</guid>
						<description>&lt;p&gt;Am&amp;#233;rica Latina Contempor&amp;#226;nea / 2012 &amp;#8211; FESPSP &amp;#8211; Turma S&amp;#225;bado&lt;br /&gt;
Professor Igor Fuser&lt;br /&gt;
Aluno: Eduardo Stefani&lt;br /&gt;
21/03/2012&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&amp;#8220;Consequ&amp;#234;ncias da Revolu&amp;#231;&amp;#227;o Mexicana&amp;#8221;. In: B&amp;#243;rques Bustos, R.: Alarc&amp;#243;n Medina, R., e Bas&amp;#237;lio Loza, M. A., Revolu&amp;#231;&amp;#227;o Mexicana &amp;#8211; Antecedentes, Desenvolvimento, Consequ&amp;#234;ncias, pp. 145-195. S&amp;#227;o Paulo: Express&amp;#227;o Popular, 2008.&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;&amp;#201; curioso observar que a hist&amp;#243;ria dos pa&amp;#237;ses da Am&amp;#233;rica Latina s&amp;#227;o muito semelhantes. As dificuldades recorrentes da industrializa&amp;#231;&amp;#227;o, substitui&amp;#231;&amp;#227;o das importa&amp;#231;&amp;#245;es, infla&amp;#231;&amp;#227;o, balan&amp;#231;a de pagamentos, concentra&amp;#231;&amp;#227;o de renda, pobreza, mis&amp;#233;ria e finalmente a consterna&amp;#231;&amp;#227;o de viver em um continente t&amp;#227;o tumultuado. A Revolu&amp;#231;&amp;#227;o Mexicana, entre 1910 e 1920, foi uma luta sangrenta que nasceu das classes mais baixas e teve como expectativa acabar com o cl&amp;#225;ssico Estado olig&amp;#225;rquico, mas o grande pecado foi a aus&amp;#234;ncia de um projeto e fez com que uma burguesia emergente aliada aos latifundi&amp;#225;rios decadentes, herdasse o poder.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Por outro lado, n&amp;#227;o podemos deixar de avaliar as circunst&amp;#226;ncias hist&amp;#243;ricas. Um pa&amp;#237;s que mergulhou em uma luta sangrenta, precisava em algum momento de ordem e foi sem d&amp;#250;vida garantida pelos caudilhos. Em um dado momento ficaram desatualizados e deram espa&amp;#231;o para for&amp;#231;as modernizadoras, mas ainda apegadas aos velhos valores olig&amp;#225;rquicos. O M&amp;#233;xico experimentou enormes avan&amp;#231;os econ&amp;#244;micos, mas n&amp;#227;o presenciou a realiza&amp;#231;&amp;#227;o das expectativas dos revolucion&amp;#225;rios. Hoje &amp;#233; valido perguntar qual foi a fun&amp;#231;&amp;#227;o da revolu&amp;#231;&amp;#227;o se o M&amp;#233;xico ainda convive com uma grande parcela da popula&amp;#231;&amp;#227;o em condi&amp;#231;&amp;#245;es semelhantes aos dos camponeses do in&amp;#237;cio do S&amp;#233;culo XX. V&amp;#225;lido acentuar o enorme poder que um Presidente acumulava, justamente como forma de garantir a ordem e evitar novas revolu&amp;#231;&amp;#245;es.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;Chego a conclus&amp;#227;o que n&amp;#227;o &amp;#233; um grande desafio estudar as revolu&amp;#231;&amp;#245;es sociais na Am&amp;#233;rica Latina. De certo modo &amp;#233; tudo muito uniforme e releva as mesmas contradi&amp;#231;&amp;#245;es. Pa&amp;#237;ses inaugurados sob violenta explora&amp;#231;&amp;#227;o que depois se veem dentro de um mundo capitalista. As dificuldades parecem n&amp;#227;o vir de fora, pois dentro h&amp;#225; uma parcela da popula&amp;#231;&amp;#227;o deitada sobre privil&amp;#233;gios que proporcionam um estilo de vida semelhante ao das metr&amp;#243;poles, mas que no final, joga o pa&amp;#237;s em um caminho quase sem volta. A Revolu&amp;#231;&amp;#227;o Mexicana &amp;#233; um exemplo de homens que entregaram suas vidas &amp;#224; uma causa nobre, mas que hoje, depois de tantas circunst&amp;#226;ncias, as coisas ainda parecem estar iguais.&lt;/p&gt;

&lt;p&gt;[],&lt;br /&gt;
Eduardo Stefani &amp;#8211; 21/03/2012&lt;/p&gt;&lt;div class=&quot;item_footer&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;small&gt;&lt;a href=&quot;http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/21/comentarios-sobre-a-revolucao-mexicana&quot;&gt;Original post&lt;/a&gt; blogged on &lt;a href=&quot;http://b2evolution.net/&quot;&gt;b2evolution&lt;/a&gt;.&lt;/small&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;</description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Am&#233;rica Latina Contempor&#226;nea / 2012 &#8211; FESPSP &#8211; Turma S&#225;bado<br />
Professor Igor Fuser<br />
Aluno: Eduardo Stefani<br />
21/03/2012</p>

<p><strong>&#8220;Consequ&#234;ncias da Revolu&#231;&#227;o Mexicana&#8221;. In: B&#243;rques Bustos, R.: Alarc&#243;n Medina, R., e Bas&#237;lio Loza, M. A., Revolu&#231;&#227;o Mexicana &#8211; Antecedentes, Desenvolvimento, Consequ&#234;ncias, pp. 145-195. S&#227;o Paulo: Express&#227;o Popular, 2008.<br />
</strong></p>

<p>&#201; curioso observar que a hist&#243;ria dos pa&#237;ses da Am&#233;rica Latina s&#227;o muito semelhantes. As dificuldades recorrentes da industrializa&#231;&#227;o, substitui&#231;&#227;o das importa&#231;&#245;es, infla&#231;&#227;o, balan&#231;a de pagamentos, concentra&#231;&#227;o de renda, pobreza, mis&#233;ria e finalmente a consterna&#231;&#227;o de viver em um continente t&#227;o tumultuado. A Revolu&#231;&#227;o Mexicana, entre 1910 e 1920, foi uma luta sangrenta que nasceu das classes mais baixas e teve como expectativa acabar com o cl&#225;ssico Estado olig&#225;rquico, mas o grande pecado foi a aus&#234;ncia de um projeto e fez com que uma burguesia emergente aliada aos latifundi&#225;rios decadentes, herdasse o poder.</p>

<p>Por outro lado, n&#227;o podemos deixar de avaliar as circunst&#226;ncias hist&#243;ricas. Um pa&#237;s que mergulhou em uma luta sangrenta, precisava em algum momento de ordem e foi sem d&#250;vida garantida pelos caudilhos. Em um dado momento ficaram desatualizados e deram espa&#231;o para for&#231;as modernizadoras, mas ainda apegadas aos velhos valores olig&#225;rquicos. O M&#233;xico experimentou enormes avan&#231;os econ&#244;micos, mas n&#227;o presenciou a realiza&#231;&#227;o das expectativas dos revolucion&#225;rios. Hoje &#233; valido perguntar qual foi a fun&#231;&#227;o da revolu&#231;&#227;o se o M&#233;xico ainda convive com uma grande parcela da popula&#231;&#227;o em condi&#231;&#245;es semelhantes aos dos camponeses do in&#237;cio do S&#233;culo XX. V&#225;lido acentuar o enorme poder que um Presidente acumulava, justamente como forma de garantir a ordem e evitar novas revolu&#231;&#245;es.</p>

<p>Chego a conclus&#227;o que n&#227;o &#233; um grande desafio estudar as revolu&#231;&#245;es sociais na Am&#233;rica Latina. De certo modo &#233; tudo muito uniforme e releva as mesmas contradi&#231;&#245;es. Pa&#237;ses inaugurados sob violenta explora&#231;&#227;o que depois se veem dentro de um mundo capitalista. As dificuldades parecem n&#227;o vir de fora, pois dentro h&#225; uma parcela da popula&#231;&#227;o deitada sobre privil&#233;gios que proporcionam um estilo de vida semelhante ao das metr&#243;poles, mas que no final, joga o pa&#237;s em um caminho quase sem volta. A Revolu&#231;&#227;o Mexicana &#233; um exemplo de homens que entregaram suas vidas &#224; uma causa nobre, mas que hoje, depois de tantas circunst&#226;ncias, as coisas ainda parecem estar iguais.</p>

<p>[],<br />
Eduardo Stefani &#8211; 21/03/2012</p><div class="item_footer"><p><small><a href="http://www.eduardostefani.eti.br/blogs/blog1.php/2012/03/21/comentarios-sobre-a-revolucao-mexicana">Original post</a> blogged on <a href="http://b2evolution.net/">b2evolution</a>.</small></p></div>]]></content:encoded>
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