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A liberdade de pensamento
O pensamento é a forma mais perfeita da inteligência humana, já que o homem é único ser presente no planeta com essa capacidade. Fez dele o dominante, porém ao mesmo tempo cobra um preço alto, pois quanto mais inteligente e pensante mais perigoso se torna.
Talvez o pensamento seja o resultado de consciência e inteligência, com as quais conseguimos sintetizar as percepções sobre tudo o que existe a nossa volta, trazendo juntamente passado e presente.
O mais importante a analisar são as influências que o pensamento sofre, incluindo as de aspectos religiosos, políticos e econômicos, pois nem todas as ideias são tão originais como imaginamos. A questão não está ligada somente à liberdade para pensar, porque todos nós pensamos. A questão é o que pensamos e quais influências as ideias sofreram.
Analisando essas colocações, tendemos a concluir que não temos a liberdade que imaginávamos porque estamos presos a um grande legado cultural e histórico, levando o pensamento a um resultado previsível.
Fugir do previsível é o encontro com os pensamentos não contaminados pela realidade, de modo que a liberdade possa ser vislumbrada. Podemos usar como exemplo a tentativa de imaginar um modelo de sociedade melhor. Como, se hoje estamos impregnados pelo capitalismo? Não há dúvida que seria muito difícil exercitar a liberdade.
Finalmente, é importante não confundir liberdade de pensamento com liberdade de expressão. Sempre houve a liberdade para pensar, pois o pensamento é a mais íntima característica humana, mas nem sempre os pensamentos podem ser expressos livremente, em virtude de diversos interesses mundanos.
A discussão aqui é a origem do pensamento e o quanto de liberdade está contido nele.
[], Eduardo Stefani – 16/03/2005