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A liberdade de pensamento
Setembro 28th, 2010O pensamento é a forma mais perfeita da inteligência humana, já que o homem é único ser presente no planeta com essa capacidade. Fez dele o dominante, porém ao mesmo tempo cobra um preço alto, pois quanto mais inteligente e pensante mais perigoso se torna.
Talvez o pensamento seja o resultado de consciência e inteligência, com as quais conseguimos sintetizar as percepções sobre tudo o que existe a nossa volta, trazendo juntamente passado e presente.
O mais importante a analisar são as influências que o pensamento sofre, incluindo as de aspectos religiosos, políticos e econômicos, pois nem todas as ideias são tão originais como imaginamos. A questão não está ligada somente à liberdade para pensar, porque todos nós pensamos. A questão é o que pensamos e quais influências as ideias sofreram.
Analisando essas colocações, tendemos a concluir que não temos a liberdade que imaginávamos porque estamos presos a um grande legado cultural e histórico, levando o pensamento a um resultado previsível.
Fugir do previsível é o encontro com os pensamentos não contaminados pela realidade, de modo que a liberdade possa ser vislumbrada. Podemos usar como exemplo a tentativa de imaginar um modelo de sociedade melhor. Como, se hoje estamos impregnados pelo capitalismo? Não há dúvida que seria muito difícil exercitar a liberdade.
Finalmente, é importante não confundir liberdade de pensamento com liberdade de expressão. Sempre houve a liberdade para pensar, pois o pensamento é a mais íntima característica humana, mas nem sempre os pensamentos podem ser expressos livremente, em virtude de diversos interesses mundanos.
A discussão aqui é a origem do pensamento e o quanto de liberdade está contido nele.
[], Eduardo Stefani – 16/03/2005
Mundo dividido
Setembro 28th, 2010O mundo está dividido! De um lado temos a sociedade desenvolvida e civilizada; de outro, temos pessoas sem expectativas e esquecidas pelo mundo desenvolvido. Em verdade, temos essa situação desde que o capital tornou-se o bem mais precioso do planeta.
Mais uma vez, assistimos ao vivo a um ato de covardia contra pessoas inocentes que estavam a caminho do trabalho. O mais triste é que tanto os autores quanto as vítimas do atentado não sabem o que está havendo.
Temos um mundo injusto desenhado! Alguns têm muito e outros têm muito pouco. Alguns países possuem força para impor suas vontades, mas outros têm como única saída obedecer para não ficarem isolados e perderem a influência que ainda possuem.
De alguns anos para cá, a forma que os oprimidos encontraram para expressar a mensagem é a mais covarde possível, cometendo atos violentos contra inocentes, contra a população civil, enquanto os responsáveis pelas desigualdades no mundo estão protegidos em suas salas confortáveis.
Não desejo aqui proteger os autores de atos covardes, mas mostrar que a situação possui dois lados e que vemos somente um: o nosso lado, o ocidental.
Atentados têm ocorrido todos os dias, mas a maioria não acontece nas capitais cosmopolitas do mundo ocidental, e sim em países que não possuem muita importância em nosso imaginário, com dezenas de mortos. Infelizmente tem sido normal o acompanhamento enfadonho nos noticiários, de tão previsível que a situação se tornou.
Ainda não sabemos se os fatos foram calculados ou se foi mera coincidência. Os ataques ocorreram enquanto a reunião do G8 (Grupo dos oito países mais ricos do mundo) acontecia na cidade de Gleneagles, na Escócia. Um dia antes, Londres foi eleita a cidade para sediar os jogos olímpicos de 2012. Quanto aos jogos, não acredito que seja calculado; mas quanto à reunião do G8, sinceramente prefiro não pensar muito.
Este artigo não tem o objetivo de expressar uma opinião, mas sim de fazer uma reflexão no dia em que mais um atentado ocorreu. É possível que tenhamos isso como rotina, porque outros países já estão na lista para serem os próximos a 'sediar' um atentado.
O mundo virou uma loteria e em qualquer lugar, a qualquer momento, podemos deixar de existir, não por acidente, mas por uma divisão construída por nós.
[], Eduardo Stefani – 07/07/2005
